A Lordstown Motors encerrou a produção da picape elétrica Endurance e vendeu ativos ligados ao desenvolvimento e à fabricação de veículos elétricos por US$ 10,2 milhões em dinheiro. O valor corresponde a aproximadamente R$ 52,3 milhões, considerando a conversão de R$ 5,13 por dólar.
A empresa entrou em Chapter 11 em junho de 2023, depois de não conseguir obter o financiamento e o apoio esperados da Foxconn. Também enfrentava custos elevados, litígios e dificuldades para levantar capital. Em 27 de junho de 2023, pediu proteção judicial ao Tribunal de Falências de Delaware.
Produção limitada e venda judicial
A Endurance foi o único veículo colocado em produção pela Lordstown. A fabricação começou em baixa escala em 2022, mas a falta de peças, os custos e a necessidade de capital impediram o aumento relevante da produção. Apenas 38 unidades foram vendidas a clientes, e 35 haviam sido recompradas posteriormente pela própria empresa.
A produção continuou em nível muito baixo em 2023, até ser interrompida com a decisão da administração de recorrer ao Chapter 11. Durante o processo, a companhia preservou caixa, reduziu pessoal e buscou compradores para seus ativos, enquanto mantinha uma disputa judicial contra a Foxconn.
A oferta vencedora veio da LAS Capital, empresa da qual Stephen Burns, fundador e ex-CEO da Lordstown, era acionista majoritário. Burns também garantiu determinadas obrigações assumidas pelo comprador. Antes da conclusão, os direitos de aquisição foram transferidos para a afiliada LandX Motors.
O Tribunal de Falências de Delaware aprovou a operação em 18 de outubro de 2023. A transação foi concluída em 27 de outubro pelo valor aproximado de US$ 10,2 milhões.
Fábrica de Ohio ficou fora do acordo
A antiga fábrica da Lordstown, em Ohio, não fazia parte da venda. A Foxconn havia comprado a instalação em maio de 2022 por US$ 230 milhões e passou a fabricar a Endurance por contrato.
A Lordstown manteve, naquele momento, a linha de motores de roda, ativos de módulos e packs de bateria, ferramentas e determinados direitos de propriedade intelectual. Esses ativos remanescentes foram incluídos na negociação de 2023, que não envolveu a fábrica.
Depois da venda, restaram principalmente caixa, direitos ligados ao processo contra a Foxconn, possíveis reivindicações contra terceiros e benefícios fiscais acumulados. A produção de veículos e o desenvolvimento de novos programas já tinham sido encerrados.








