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Irã prepara acordo com Omã para corredor temporário em Ormuz

Teerã deve apresentar às nações do Golfo uma rota marítima provisória, sem reabrir completamente o estreito.

Irã prepara acordo com Omã para corredor temporário em Ormuz

O Irã deve apresentar na segunda-feira às nações do Golfo um acordo firmado com Omã para criar um corredor marítimo temporário no Estreito de Ormuz. A proposta prevê uma nova rota para embarcações, mas não significa a reabertura completa da passagem, segundo uma pessoa informada sobre as negociações.

Irã e Omã ainda devem discutir detalhes do acordo, incluindo possíveis taxas cobradas dos navios. As conversas entre Teerã e Mascate avançaram nas últimas semanas. Omã buscava reunir, na segunda-feira, chanceleres do Conselho de Cooperação do Golfo em Salala, no sul do país, embora ainda não esteja definido quais países participarão do encontro.

O Irã continuará decidindo quais embarcações poderão atravessar o estreito. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, classificou a reunião proposta como um “evento importante” e um passo para construir confiança, em entrevista ao Al Araby Al Jadid.

Reunião entre Irã e Emirados

O príncipe herdeiro de Abu Dhabi, xeique Khaled bin Mohamed Al Nahyan, reuniu-se com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, à margem da cúpula do Brics na Índia. Foi uma rara conversa pública entre autoridades de alto escalão de Irã e Emirados Árabes Unidos.

Segundo a agência estatal dos Emirados Árabes Unidos, WAM, os dois destacaram a necessidade de reduzir tensões, promover a desescalada e fortalecer a estabilidade regional. Anwar Gargash, conselheiro do presidente dos Emirados, afirmou na rede social X que Pezeshkian manteve posições “equilibradas e racionais” durante a crise.

O Bahrein já descartou participar do possível encontro, citando ataques apoiados pelo Irã contra instalações no Golfo. Os planos também podem ser afetados pelo aumento dos confrontos entre forças apoiadas pela Arábia Saudita e os houthis, grupo baseado no Iêmen e apoiado pelo Irã.

Impactos sobre a navegação e o petróleo

O conflito começou no final de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e levou Teerã a promover o fechamento do Estreito de Ormuz. Estados Unidos e Irã trocaram ataques contra petroleiros no Golfo Pérsico no início deste mês.

Durante o fim de semana, a UK Maritime Trade Operations informou que um incêndio atingiu um navio que havia sido atingido por um projétil no dia anterior. A agência estatal iraniana IRIB relatou um “ataque inimigo” contra uma embarcação comercial perto das ilhas iranianas de Qeshm e Hengam, que matou uma pessoa.

Os preços do petróleo Brent superaram US$ 105 por barril nos últimos dias. As ações da Saudi Aramco caíram quase 1,1% no domingo e atingiram o menor nível desde março, após a Arábia Saudita fechar o oleoduto Leste-Oeste, considerado uma alternativa ao Estreito de Ormuz para as exportações de petróleo. A medida ocorreu após ataques com drones atribuídos a militantes baseados no Iraque.

Donald Trump disse a jornalistas na Irlanda que não se importava com uma possível reunião entre países do Golfo e o Irã. O presidente dos Estados Unidos afirmou ainda que o conflito terminaria “logo depois” ou “talvez antes” das eleições de meio de mandato, previstas para pouco mais de 50 dias, e declarou que, então, “o preço da gasolina vai despencar”.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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