SUÉCIA — O bloco de esquerda liderado pela social-democrata Magdalena Andersson aparece à frente nas pesquisas de boca de urna divulgadas neste domingo (13), após o encerramento da votação. Os dados indicam recuo da extrema direita, mas ainda podem ser alterados pela apuração oficial, que segue ao longo da noite.
Segundo a SVT, a esquerda soma 51,3% dos votos, enquanto a aliança conservadora registra 46,8%. Na Suécia, a divulgação de pesquisas de boca de urna no fechamento das urnas é uma prática consolidada e funciona como uma primeira indicação do resultado.
A coalizão conservadora foi formada em 2022 e conta com o apoio, no Parlamento, dos Democratas Suecos, partido de extrema direita associado historicamente a pautas anti-imigração. A legenda se tornou central para a aliança e esperava ampliar sua influência no governo. Os números preliminares, porém, sugerem que o avanço obtido em eleições anteriores pode ter encontrado resistência entre os eleitores suecos.
A campanha foi marcada por debates sobre saúde, custo de vida, políticas sociais, inflação e segurança pública. A esquerda e o centro lideraram as pesquisas durante boa parte do período eleitoral, mas a vantagem diminuiu nos últimos dias. A boca de urna aponta que a influência da extrema direita no governo permaneceu como um dos temas da disputa.
No comitê social-democrata, militantes comemoraram os números e cantaram “sem racistas nas nossas ruas”. O compositor do grupo ABBA, Benny Andersson, também declarou apoio à candidata de esquerda ao cantar “Mamma Mia” em um comício de Magdalena Andersson.
A participação eleitoral no país costuma superar 80%. Cerca de oito milhões de pessoas estavam aptas a votar, em uma Suécia com 10,6 milhões de habitantes. A apuração oficial deverá confirmar ou ajustar os percentuais e definirá a composição política do Parlamento e o papel dos Democratas Suecos no governo.








