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Ataques no sul do Líbano matam 12 pessoas, informa Ministério da Saúde

Bombardeios atingiram Kfar Rumman e outras cidades após a intensificação dos confrontos entre Israel e o Hezbollah.

Ataques no sul do Líbano matam 12 pessoas, informa Ministério da Saúde
Foto: Karamallah Daher/Reuters

Ataques israelenses contra Kfar Rumman, no sul do Líbano, mataram pelo menos 12 pessoas nesta segunda-feira, incluindo duas crianças, informou o Ministério da Saúde libanês. O balanço reúne 11 mortos em um edifício residencial e um paramédico atingido por um drone contra um veículo civil. Outros dois paramédicos ficaram feridos.

Os bombardeios ocorreram após dias de aumento da violência, apesar do cessar-fogo de junho entre Israel e o Hezbollah. A intensificação alimentou temores de uma nova campanha militar israelense no país.

Ataque a edifício residencial

De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, 11 pessoas morreram no ataque ao prédio, entre elas duas crianças e quatro mulheres. Uma parente de ao menos três vítimas afirmou que o imóvel foi atingido pouco antes do horário em que as crianças sairiam para a escola.

Equipes de resgate retiraram corpos dos escombros com o uso de máquinas pesadas. Livros escolares foram encontrados entre os blocos de concreto. Mustafa Farhat, de oito anos, ficou ferido e foi levado a um hospital. Moradores disseram que ele perdeu a mãe e os avós, enquanto o corpo do pai ainda era procurado.

Mona Farhat, parente da família, questionou o objetivo do ataque e afirmou: “Eles querem que deixemos nossa terra? Estão enganados”.

O Exército israelense disse ter atingido pessoas que transferiam armas na área de Kfar Rumman. As forças militares também afirmaram que adotaram medidas para reduzir danos a pessoas não envolvidas nos combates, com munições de precisão e vigilância aérea, e que analisavam relatos sobre civis atingidos.

Os ataques contra a cidade ocorreram sem alerta de evacuação divulgado pela internet.

Mortes em outras cidades

No domingo, pelo menos 11 pessoas morreram em ataques contra três cidades próximas à cordilheira de Ali al-Taher, segundo o Ministério da Saúde libanês. Duas vítimas eram mulheres mortas em Arab Salim, onde Israel havia publicado um alerta de evacuação às 6h04 no horário local, equivalente a 3h04 GMT.

O ministério também informou que ataques realizados no domingo destruíram o hospital Ghandour, em Nabatieh al-Fawqa. Na sexta-feira, outras quatro pessoas morreram, incluindo uma mulher. Esses ataques ocorreram sem alertas de evacuação.

O Exército israelense afirmou que o Hezbollah lançou, durante a madrugada, dois drones carregados com explosivos contra tropas que atuavam perto da cordilheira de Ali al-Taher. Israel disse, na semana passada, que havia expulsado combatentes do grupo da área. O Hezbollah não comentou o caso, e a situação militar na cordilheira não pôde ser confirmada de forma independente.

Desde 2 de março, mais de 4.300 pessoas morreram em ataques israelenses contra o Líbano, conforme o Ministério da Saúde libanês. O balanço inclui mais de 250 crianças, quase 400 mulheres e mais de 130 profissionais de saúde. O ministério não separa os demais mortos entre civis e combatentes, e o Hezbollah não divulgou um número próprio de integrantes mortos.

O cessar-fogo reduziu a violência, mas tropas israelenses permaneceram em áreas extensas do sul do Líbano e continuaram operações dentro e ao norte da zona de segurança estabelecida unilateralmente por Israel. Em grande parte dos ataques, não foram emitidos alertas de evacuação.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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