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Cúpula em Bishkek expõe disputa por influência digital na Ásia Central

Reunião da OCX projetou um mundo multipolar enquanto países da região avaliam propostas tecnológicas chinesas para inteligência artificial.

Cúpula em Bishkek expõe disputa por influência digital na Ásia Central
Foto: OCX. Reprodução/redes sociais

A expansão da inteligência artificial tornou-se um dos principais pontos de tensão estratégica na Ásia Central durante a cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX). O encontro marcou o 25º aniversário da organização e reuniu dezessete chefes de Estado, entre eles Xi Jinping, Vladimir Putin, Narendra Modi e Masoud Pezeshkian.

A reunião procurou apresentar a OCX como uma alternativa coesa ao domínio ocidental e reforçar as ambições de um mundo multipolar. Nos bastidores, porém, a guerra na Ucrânia e as tensões no Oriente Médio dividiram espaço com gestos discretos em direção a Washington.

O debate tecnológico envolve a tentativa dos países centro-asiáticos de participar da revolução da inteligência artificial sem transferir sua soberania digital para Pequim. A China amplia sua influência por meio da chamada Rota da Seda Digital, além dos acordos comerciais e dos financiamentos ligados à Iniciativa Cinturão e Rota.

Oferta chinesa

A corrida por capacidade computacional exige investimentos elevados na criação de centros de processamento de dados e na adoção de algoritmos avançados. Nesse cenário, Pequim oferece às capitais da Ásia Central pacotes que combinam tecnologia, infraestrutura de telecomunicações e modelos de inteligência artificial de código aberto.

Essas soluções são apresentadas a custos substancialmente inferiores aos das alternativas ocidentais. A proposta, no entanto, está associada a uma arquitetura digital baseada no controle centralizado e na opacidade.

A presença chinesa na agenda tecnológica amplia uma fratura dentro da integração defendida pela OCX. Ao mesmo tempo em que a organização busca fortalecer uma frente política fora do domínio ocidental, os países da região precisam avaliar como incorporar novas ferramentas digitais sem comprometer o controle sobre seus dados e sua infraestrutura tecnológica.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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