O dólar à vista encerrou a semana em queda de 1,27%, apesar da alta registrada nesta sexta-feira (4). A moeda americana ganhou força após a divulgação do payroll de agosto nos Estados Unidos, mas perdeu parte do impulso ao longo do pregão.
No fechamento do mercado à vista, o dólar subiu 0,50%, para R$ 5,1300. A cotação oscilou entre R$ 5,1012 e R$ 5,1422. O euro comercial avançou 0,37%, a R$ 5,9579.
Perto das 17h20, o índice DXY, que acompanha a força do dólar diante de uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, registrava alta de 0,23%, aos 99,140 pontos.
A sessão também foi influenciada por ajustes depois de uma semana de melhora no desempenho dos ativos locais. No caso do real, operadores avaliaram que o cenário político contribuiu para a percepção de mudança de direção ao longo da semana, embora considerem improvável um movimento construtivo muito maior para a moeda brasileira.
O Wells Fargo afirmou que as próximas pesquisas eleitorais devem continuar no foco do mercado. Para o banco, novos levantamentos podem confirmar uma disputa mais competitiva e sustentar sua avaliação de alta para o real. A instituição mantém uma posição comprada na moeda brasileira contra o dólar desde 19 de agosto.
O banco também apontou que a atividade econômica segue fraca e que a inflação abre espaço para o Banco Central continuar reduzindo os juros em movimentos de 0,25 ponto percentual. Na avaliação da instituição, o ambiente doméstico é favorável, enquanto as commodities em geral atingem novas máximas e a exposição do Brasil ao petróleo bruto dá suporte às contas externas e ao real.
Posições no mercado
Estrategistas do J.P.Morgan disseram que o carry tem sido importante para o desempenho do real. Apesar dos juros elevados, porém, a moeda permanece frágil às vésperas da eleição, em um cenário de posições compradas em real acima dos níveis registrados antes de eleições anteriores, conforme dados da IMM e da pesquisa J.P. Morgan EM Client Survey.
O banco identificou melhora nas reversões de risco de dólar/real antes mesmo de Flávio Bolsonaro reduzir a vantagem para Lula nas pesquisas. A avaliação é que esse movimento pode ter sido influenciado pela oferta de calls de dólar por empresas locais e pela busca de investidores internacionais por exposição alavancada a um fortalecimento do real.
Com isso, o J.P.Morgan considera que as puts de dólar/real ficaram excepcionalmente caras em relação ao histórico. Para o banco, estratégias de opções baseadas na assimetria da volatilidade implícita se tornaram mais atraentes do que operações de venda direta de volatilidade.








