Política

Tarcísio questiona acusação sobre Credcesta e doação eleitoral de 2022

Governador afirma que o cartão consignado já estava credenciado antes da doação e nega ter mantido contato com Vorcaro ou Zettel.

Tarcísio questiona acusação sobre Credcesta e doação eleitoral de 2022
Foto: Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que não houve favorecimento relacionado ao Credcesta e classificou como absurda a suspeita de que uma doação de campanha tenha sido usada como propina. A declaração foi feita durante uma agenda eleitoral ao lado de Flávio Bolsonaro, no interior paulista.

O Credcesta foi credenciado em 2022, ainda na gestão de João Doria, segundo Tarcísio. O governador disse que o serviço é regulado pelo Banco Central e que o credenciamento não poderia ser negado a empresas que cumprissem os requisitos estabelecidos pelo órgão.

Contestação sobre o credenciamento

O cartão de crédito consignado para servidores era administrado pela PKL One Participações, empresa ligada ao extinto Banco Master. Tarcísio afirmou que a empresa responsável foi descredenciada depois que o banco foi liquidado, no ano passado, e que outras 217 empresas oferecem serviço semelhante.

A defesa do governador é que não se tratava de um contrato, mas de um credenciamento. Por isso, segundo ele, não faria sentido receber propina para beneficiar uma empresa que já estava habilitada e em funcionamento. “Assim, não faz o menor sentido”, declarou.

A suspeita consta da proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O ex-banqueiro afirmou que os R$ 2 milhões destinados à campanha de Tarcísio, em 2022, seriam parte de uma negociação de propina. A doação foi registrada em nome de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

De acordo com a versão apresentada por Vorcaro, a negociação teria sido intermediada por Gilberto Kassab. A contrapartida seria a manutenção do vínculo do Credcesta com o governo paulista. A proposta de delação foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Vorcaro está preso desde março.

Tarcísio também disse que nunca teve contato com Vorcaro ou Zettel e negou favorecimento à PKL One Participações. Em declaração anterior, durante um ato em Indaiatuba, afirmou que não havia comunicações, áudios ou agendas entre eles e integrantes do governo de São Paulo.

Kassab negou envolvimento com Vorcaro e com as doações mencionadas pelo ex-banqueiro. Vorcaro também citou a campanha de Jair Bolsonaro, que recebeu R$ 3 milhões de Zettel. Kassab declarou que nunca teve relação com Vorcaro ou com a doação vinculada a ele.

Uso do caso na campanha

Fernando Haddad, adversário de Tarcísio na disputa pelo governo paulista, usou os 30 segundos finais de seu horário eleitoral gratuito para abordar o caso. A peça exibiu trechos sobre as suspeitas e afirmou: “A população de São Paulo exige respostas”.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5