Economia

Nikolas Stihl pede reformas para recuperar a economia industrial alemã

O executivo defende menos burocracia, custos menores e mais investimento em pesquisa para preservar a indústria e o Estado social da Alemanha.

Nikolas Stihl pede reformas para recuperar a economia industrial alemã

Nikolas Stihl, responsável pela STIHL, afirma que a economia alemã precisa de reformas para recuperar a capacidade de investir, proteger a indústria e manter o Estado social. Em artigo de opinião, ele diz que o país perdeu cerca de 15% da produção industrial nos últimos oito anos e vem fechando perto de 15 000 vagas industriais por mês.

Stihl também aponta queda do investimento privado líquido para quase zero e atribui parte da estagnação à combinação de excesso de regras, energia cara, salários elevados, impostos pesados e redução dos níveis de educação e qualificação. Tarifas dos Estados Unidos, a política industrial da China e tensões geopolíticas são citadas como fatores adicionais.

Reformas e ambiente de negócios

O executivo considera insuficiente o pacote de reformas anunciado pelo governo alemão, embora reconheça que a coalizão conseguiu construir acordos sobre saúde, previdência, impostos e mercado de trabalho. Para ele, os próximos passos devem reduzir a burocracia, ampliar o total de horas trabalhadas, diminuir os custos do trabalho e estimular investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Na administração pública, Stihl defende regras mais claras, processos rápidos e serviços digitais apoiados por inteligência artificial. Ele menciona como possível sinal positivo um projeto do governo regional de Baden-Württemberg para reduzir exigências de relatórios e documentação.

Trabalho, custos e inovação

Stihl sustenta que o envelhecimento da população pressiona a economia e o sistema de proteção social. Entre as medidas que propõe estão incentivos para jornadas maiores, vida profissional mais longa, melhor aproveitamento de desempregados e trabalhadores de meio período e imigração qualificada. Ele também defende mudanças nas regras de afastamento por doença.

Para a próxima negociação coletiva da indústria metalúrgica e elétrica, prevista para o outono de 2026, Stihl propõe uma semana de 40 horas sem aumento salarial. Também afirma que as contribuições para previdência, saúde, cuidados de longa duração e seguro-desemprego não deveriam superar 40% dos salários brutos.

Na área de inovação, o executivo pede mais incentivos fiscais, capital de risco e liberdade regulatória. Entre os setores citados estão inteligência artificial industrial, robótica, biotecnologia, tecnologia médica, tecnologia espacial e tecnologias quânticas. O Germany Fund, lançado no fim de 2025, é considerado por ele apenas um início.

Stihl é neto de Andreas Stihl e representa a terceira geração à frente da empresa. Em 2025, a STIHL registrou faturamento de 5,48 bilhões de euros e tinha 20 246 colaboradores no mundo. A marca é apontada como a mais vendida no mercado mundial de motosserras desde 1971.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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