Os preços do minério de ferro avançaram pela quarta sessão consecutiva nesta terça-feira, apoiados pela redução dos embarques para a China e pela expectativa de recuperação sazonal da demanda no país. O movimento, porém, foi limitado pelos estoques elevados nos portos e pelas margens menores das siderúrgicas.
Na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, o contrato mais negociado terminou o pregão diurno com alta de 1,36%, a 744,5 iuanes (US$110,94) por tonelada. Esse foi o maior nível desde 28 de julho.
Em Cingapura, o contrato de referência para outubro subia 0,78%, a US$101,1 por tonelada. Durante o dia, a cotação chegou a US$101,35, o maior patamar desde 17 de junho.
Os embarques de minério de ferro da Austrália e do Brasil para a China recuaram 7,7% em relação à semana anterior e somaram 23,03 milhões de toneladas em 6 de setembro. O cálculo foi feito com base em dados da consultoria Mysteel.
A possibilidade de interrupções no fornecimento também contribuiu para manter os operadores atentos. As negociações entre a BHP e os sindicatos que representam trabalhadores das operações da empresa em Port Hedland, na Austrália Ocidental, terminaram sem acordo.
A demanda pode receber algum suporte com a recomposição dos estoques pelas siderúrgicas antes do feriado nacional de uma semana no início de outubro. Ainda assim, os estoques portuários alcançaram 152,63 milhões de toneladas em 4 de setembro, de acordo com dados da consultoria Steelhome. Analistas da corretora Zhengxin Futures afirmaram que esse volume restringiu a alta do minério.








