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UE identifica ameaça extremista online impulsionada por jovens e inteligência artificial

Autoridades europeias apontam redes digitais que promovem violência, recrutamento e propaganda terrorista com apoio de ferramentas de IA.

UE identifica ameaça extremista online impulsionada por jovens e inteligência artificial

A União Europeia identificou uma ameaça extremista organizada principalmente na Internet, com participação predominante de jovens e uso de inteligência artificial para recrutamento, propaganda e preparação de ataques. O fenômeno, chamado de extremismo violento niilista, ainda não tem dimensão conhecida pelas autoridades.

Investigadores policiais de nove países europeus localizaram cerca de 4 340 endereços URL associados à comunidade online conhecida como “The COM” durante uma operação realizada em junho e julho. A rede é monitorada por promover violência sem uma motivação política clara, segundo um documento da UE sobre a ameaça emergente.

“É violência pela violência”, afirmou Bartjan Wegter, coordenador de contraterrorismo da União Europeia, antes do 25.º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque e Washington.

Prisões e ataques na Europa

No ano passado, foram registrados 45 ataques terroristas em 10 dos 27 países da UE. Nenhum foi considerado um incidente de grande dimensão com vítimas em massa. Cerca de metade dos ataques foi frustrada ou falhou, mas seis pessoas morreram.

A Europol informou que 486 pessoas suspeitas de ligação com o terrorismo foram detidas em 21 países-membros. Grupos jihadistas estiveram por trás de 24 ataques e responderam por mais de 70% das detenções. Cerca de um terço de todos os detidos tinha menos de 18 anos, em sua maioria meninos.

A agência policial da UE não mantém estatísticas específicas sobre o extremismo violento niilista, porque as definições variam e os atos podem ser classificados como crimes comuns ou terrorismo.

Na Finlândia, em 2025, um rapaz de 16 anos esfaqueou três colegas de turma. Ele teria compartilhado um manifesto em grupos do WhatsApp, gravado o ataque no Snapchat e pedido que alguém guardasse e entregasse o vídeo depois de sua libertação. O documento da UE afirmou que não foi identificado motivo político para o episódio.

Na Itália, no ano passado, um rapaz de 15 anos planejou um homicídio para ganhar notoriedade na Internet, de acordo com as autoridades locais. No celular, ele mantinha imagens e vídeos de agressões, homicídios, tiroteios em escolas e pornografia infantil.

Redes digitais e inteligência artificial

Segundo Wegter, episódios desse tipo vêm aumentando há dois ou três anos e são organizados por redes online frequentemente impulsionadas por jovens para outros jovens. Os participantes podem não ter antecedentes criminais e deixar poucos rastros além daqueles existentes na Internet, muitas vezes em comunidades protegidas por criptografia.

Entre os grupos monitorados está o 764, fundado pelo americano Bradley Cadenhead. Ele cumpre pena de prisão de 80 anos por pornografia infantil e crimes sexuais, mas o grupo continua ativo. Na Alemanha, no ano passado, um homem de 20 anos apontado como um dos principais integrantes do 764 enfrentou 123 acusações, incluindo homicídio, estupro e abuso sexual de crianças.

A Europol afirmou que criminosos usam imagens e áudio para produzir propaganda, inclusive com deepfakes, memes e GIFs. Bots alimentados por inteligência artificial foram empregados para ampliar o recrutamento e promover ideologias terroristas. Aplicativos baseados em IA também foram usados em pesquisas destinadas à preparação de ataques.

Wegter disse que 85% das investigações ocorrem no ambiente digital e defendeu que as forças de segurança tenham ferramentas compatíveis com a ameaça atual. Ele também afirmou que o conteúdo violento, a propaganda, os manuais e as táticas disponíveis online são amplificados em grande medida pela inteligência artificial.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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