Economia

Comparação com o iPhone 17 muda leitura sobre o valor do real

Torsten Slok, da Apollo Global Management, afirma que preços de produtos globais podem indicar melhor a valorização das moedas.

Comparação com o iPhone 17 muda leitura sobre o valor do real

O preço de um iPhone 17 Pro de 256 GB no Brasil é 90% maior que nos Estados Unidos, uma diferença que leva Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management, a considerar o índice do aparelho uma referência mais adequada para avaliar moedas. A análise contrasta com o resultado do índice Big Mac, que aponta o real cerca de 20% abaixo do valor frente ao dólar.

Slok também compara os resultados para o Egito. Pelo parâmetro do hambúrguer, o real brasileiro e a libra egípcia aparecem subvalorizados diante da moeda americana em uma faixa de 20% a 55%. Já no caso do iPhone 17 Pro, o celular custa 90% mais no Brasil e 55% mais no Egito do que nos Estados Unidos.

A explicação apresentada pelo economista está na composição dos produtos. O Big Mac reúne custos determinados principalmente dentro de cada país, como mão de obra, aluguel e carne bovina. Esses itens não podem ser submetidos à arbitragem entre diferentes mercados, de acordo com Slok.

O iPhone, por outro lado, é descrito por ele como um produto global, feito com uma única cadeia de suprimentos e com custos denominados em dólares. “O mesmo celular custa 90% mais no Brasil e 55% mais no Egito do que nos Estados Unidos”, afirma.

Diferença entre os indicadores

Para Slok, o índice Big Mac também é afetado pelos ganhos de produtividade dos países ricos, que elevam os salários em vários setores, incluindo restaurantes. Com isso, países mais pobres podem parecer baratos por causa da própria estrutura de custos, e não necessariamente porque suas moedas estejam subvalorizadas.

A conclusão dele é que a comparação baseada no iPhone oferece uma leitura melhor sobre a valorização cambial. Os dois indicadores, portanto, produzem avaliações diferentes para o real quando usam produtos com cadeias de produção e custos distintos.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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