O dólar à vista caiu 0,86% nesta terça-feira (8/9), para R$ 5,08, enquanto o Ibovespa subiu 1,20%, aos 187,3 mil pontos. O movimento foi associado principalmente à divulgação de pesquisas eleitorais que indicaram perda de espaço de Luiz Inácio Lula da Silva diante do senador Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno.
A pesquisa Quaest, divulgada na véspera, no feriado da Independência, mostrou empate numérico entre os dois candidatos, com 41% das intenções de voto para cada um. Já o levantamento BTG/Nexus, publicado nesta terça-feira, apontou Flávio com 46%, contra 45% de Lula.
A reação dos investidores também considerou a direção das curvas nas duas pesquisas: Lula aparece em trajetória de queda, enquanto Flávio registra avanço. O chamado fator eleitoral fez o desempenho dos ativos brasileiros se afastar do comportamento observado no exterior.
Por volta das 16 horas, o índice DXY recuava 0,08%, aos 98,84 pontos. No mesmo horário, a desvalorização do dólar diante do real era de 0,77%. As bolsas de Nova York também operavam em baixa: o S&P 500 caía 0,45%, o Dow Jones recuava 1,14% e o Nasdaq tinha queda de 0,22%. Naquele momento, o Ibovespa subia 1,83%.
A alta da Bolsa brasileira contou ainda com a contribuição de ações de maior peso no índice. Às 16h35, os papéis ordinários da Petrobras avançavam 2,27%, enquanto as ações da Vale subiam 1,18%.
No mercado internacional, o petróleo voltou a se aproximar de US$ 100 por barril. O Brent avançou 0,95%, para US$ 97,92, e o West Texas Intermediate (WTI) ganhou 1,19%, a US$ 93,60. O texto atribui a alta ao recrudescimento dos combates entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio, conflito que se estende desde 28 de fevereiro.
Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da Convexa, afirmou que o Relatório Focus reduziu a projeção do IPCA de 2026 de 5,01% para 5,00%. A estimativa de crescimento do PIB passou de 1,92% para 1,93%. As projeções para a Selic e o câmbio permaneceram em 13,75% e R$ 5,20 por dólar, respectivamente. O IGP-DI avançou 0,06% em agosto, após recuar 0,86% no mês anterior.
Na renda fixa, os juros futuros recuaram nos vencimentos intermediários e longos. O contrato para janeiro de 2029 caiu 17 pontos-base, para 13,80%; o de janeiro de 2030 perdeu 18 pontos, para 13,88%; janeiro de 2031 cedeu 19 pontos-base, para 13,94%; e janeiro de 2032 recuou 20 pontos, para 13,98%.
Bruno Perri, da Forum Investimentos, disse que o mercado brasileiro “está sendo impulsionado pelo trade eleitoral”. Para ele, parte dos investidores avalia que Flávio teria aumentado suas chances no segundo turno e adotaria uma política fiscal mais conservadora.








