O dólar à vista recuava perante o real nesta terça-feira (8), em meio à divulgação de novas pesquisas que reforçaram a percepção de uma disputa acirrada no segundo turno da eleição presidencial de outubro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio. No exterior, a moeda norte-americana apresentava sinais mistos diante de divisas de países emergentes.
Às 9h04, o dólar à vista caía 0,35%, cotado a R$ 5,113 na venda. O dólar futuro para outubro, atualmente o contrato mais negociado na B3, recuava 0,26%, aos R$ 5,140. Na sessão de sexta-feira, o dólar à vista havia encerrado em alta de 0,50%, a R$5,1296.
Inflação e juros nos Estados Unidos
O mercado acompanha os dados de inflação dos Estados Unidos, que serão divulgados nesta semana e representam o último conjunto de indicadores relevantes antes da reunião do Federal Reserve, marcada para 15 e 16 de setembro. Os investidores calculam em aproximadamente 60% a probabilidade de aumento dos juros neste mês, após o relatório de empregos não agrícolas divulgado na sexta-feira superar as expectativas.
Christopher Waller, presidente do Fed, afirmou na semana passada que a trajetória da inflação era fundamental para sua avaliação da política monetária. Ele indicou que tende a manter as taxas estáveis caso as pressões sobre os preços continuem diminuindo, mas apoiaria uma alta se a inflação não desacelerar.
Os investidores também monitoram as tensões geopolíticas no Golfo e os possíveis efeitos sobre a inflação. Houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, atacaram instalações de energia e cidades na Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos, deixando mais de 70 pessoas feridas.
Os contratos futuros do petróleo Brent permaneciam firmemente acima de US$ 99 por barril, perto da máxima de seis semanas.
No Brasil, o Banco Central realiza às 11h30 um leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro. As taxas indicadas eram de R$ 5,112 para compra e R$ 5,113 para venda.
André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.









