As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira, pressionadas pela valorização do iene e por dados econômicos divergentes. As ameaças do Irã aos Estados Unidos também elevaram os preços das commodities e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
O Nikkei 225, de Tóquio, recuou 1,70%, para 65.269,33 pontos. O Kospi, de Seul, caiu 0,58%, a 6.954,52 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,38%, para 25.317,18 pontos. Na China continental, o Xangai Composto avançou 0,20%, a 3.940,55 pontos.
O iene subiu até 1%, chegando a 152,89, no maior nível desde 18 de fevereiro. Investidores liquidaram cerca de 2,35 trilhões de ienes em operações de carry trade financiadas na moeda japonesa.
Para Joel Kruger, estrategista de mercado do LMAX Group em Londres, a valorização refletiu a liquidação de posições vendidas e a expectativa de um aperto monetário mais rápido pelo Banco do Japão. Especulações sobre a repatriação de capital por investidores japoneses e a possibilidade de intervenção das autoridades também contribuíram para o movimento.
Os preços do petróleo avançaram pelo terceiro dia consecutivo na Ásia. O Irã ameaçou retaliar os Estados Unidos com “guerra econômica” e afirmou ter disparado um míssil avançado contra navios de guerra americanos.
Na China, dados mostraram aceleração do crescimento das exportações durante agosto, impulsionada pela demanda externa por produtos de alta tecnologia e ligados à inteligência artificial. No Japão, dados revisados indicaram que a economia cresceu mais que o inicialmente estimado no período de abril a junho, embora o resultado tenha ficado abaixo das previsões dos analistas.
Os salários reais japoneses aumentaram 2,4% em julho, na comparação anual, maior alta desde maio de 2021. A Capital Economics afirmou que o avanço dos salários reforça a justificativa para o Banco do Japão acelerar o aperto monetário.
O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos subiu 1,6 ponto-base, para 4,798%. Investidores estimam probabilidade implícita de 60% para uma alta de 25 pontos-base na próxima reunião de dois dias do Federal Reserve, que termina em 16 de setembro, conforme a ferramenta FedWatch, do CME Group.








