BRASÍLIA — Aliados de Michelle Bolsonaro atribuem a ausência dela no ato do PL em São Paulo, marcado para 7 de setembro, à falta de autorização judicial para que outra pessoa cuide de Jair Bolsonaro durante sua ausência. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar, e Michelle é responsável por sua rotina diária.
A senadora Damares Alves (Republicanos) afirmou que a defesa de Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para substituir Michelle nos cuidados com o ex-presidente. Segundo ela, o pedido não foi despachado. Damares também disse que Moraes teria como objetivo prender os dois, afirmação feita por aliados do casal.
“O problema é que, se ela fosse, ficaria no mínimo dez horas fora de casa”, declarou Damares. De acordo com a senadora, Michelle não pode permanecer mais de três horas longe da residência porque prepara a alimentação de Bolsonaro, administra medicamentos e acompanha os cuidados cotidianos.
Pedido à Justiça
O advogado João Henrique Nascimento protocolou um pedido para que Bolsonaro pudesse ficar sob a tutela de outra pessoa durante uma eventual viagem de Michelle. Pessoas próximas à ex-primeira-dama afirmam que a solicitação não havia sido despachada.
A preocupação dos aliados era que a ausência de Michelle fosse interpretada como falta de cuidados com Bolsonaro. Na avaliação deles, isso poderia fortalecer argumentos para uma eventual transferência do ex-presidente para um presídio.
Michelle foi uma das articuladoras da transferência de Bolsonaro para a prisão domiciliar e conversou com Moraes sobre a mudança de regime. Desde então, segundo aliados, as restrições limitaram viagens, compromissos políticos e a participação dela em alguns cultos religiosos.
Damares afirmou que Michelle passaria o feriado de 7 de setembro em casa, em Brasília. A senadora disse que ela havia deixado a comida de Bolsonaro pronta, ido à igreja e retornaria para alimentá-lo antes de participar de reuniões políticas.








