Economia

Águia Branca combina cautela e risco calculado em 80 anos de gestão

Grupo familiar usou diversificação e integração entre negócios para enfrentar hiperinflação, pandemia e mudanças no transporte brasileiro.

Águia Branca combina cautela e risco calculado em 80 anos de gestão

A combinação entre prudência financeira, diversificação e decisões ousadas orientou a gestão do Grupo Águia Branca ao longo de 80 anos, segundo o CEO Kaumer Chieppe. A empresa atravessou períodos de urbanização do Brasil, hiperinflação e a pandemia de Covid-19 mantendo negócios em transporte de passageiros, logística e concessionárias de automóveis e máquinas agrícolas.

Kaumer associa essa trajetória à disposição da família para enfrentar dificuldades. Ele conta que o pai, motorista de ônibus, precisou atravessar um rio depois de dormir em uma canoa. Ao acordar, encontrou o barco na outra margem, colocou as roupas sobre a cabeça, cruzou a água e seguiu para cumprir o horário.

“Isso mostra um pouco a nossa disposição para superar a dificuldade”, afirma Kaumer. Para ele, a gestão deve equilibrar perfis empreendedores e conservadores. Pessoas mais inclinadas a assumir riscos convivem, dentro do grupo, com executivos responsáveis por controlar as finanças, e ambos os lados participam das decisões. “Alguém sozinho não faz nada”, diz.

Resposta à pandemia

A crise provocada pela Covid-19 afetou de imediato o transporte de passageiros. Alguns estados suspenderam a circulação de ônibus e, nos locais onde o serviço continuou permitido, o número de passageiros caiu. Ao mesmo tempo, fábricas, usinas siderúrgicas e produtoras de celulose precisavam manter as operações e transportar trabalhadores.

Com as regras de distanciamento, os ônibus só podiam operar com metade da capacidade. Isso fez a demanda por veículos para esses contratos aumentar. O grupo deslocou ônibus da Viação Águia Branca para atender a área de logística, enquanto o transporte público permanecia parado.

Na divisão de concessionárias, a estratégia foi elevar as compras de veículos quando outras empresas reduziram os pedidos. Com o mercado retraído, o grupo ampliou os estoques e estava preparado quando a demanda voltou.

A experiência consolidou um modelo baseado em três frentes de atuação. A integração entre elas permitiu realocar recursos durante a crise, enquanto o conservadorismo financeiro limitou a exposição e a família manteve espaço para riscos considerados calculados.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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