Ciência

Estudo identifica pelo menos dez prováveis espécies de vermes marinhos

Análises de DNA e imagens de microCT revelaram duas linhagens desses animais, que vivem em simbiose com esponjas marinhas.

Estudo identifica pelo menos dez prováveis espécies de vermes marinhos
Foto: Maria Teresa Aguado Molina

Uma pesquisa internacional identificou pelo menos dez prováveis novas espécies de vermes marinhos ramificados, animais raros que vivem dentro de esponjas. O estudo foi liderado pela Universidade de Göttingen, na Alemanha, e combinou sequenciamento de DNA com análises anatômicas detalhadas.

Os resultados foram publicados no Zoological Journal of the Linnean Society. Até então, os vermes eram divididos em três espécies. Eles têm uma única cabeça, da qual parte uma rede de ramificações que lembra uma árvore, com múltiplas extremidades posteriores.

A equipe examinou amostras recém-coletadas e exemplares preservados em um acervo de museu há mais de um século. Algumas das esponjas analisadas pertenciam à coleção Senckenberg e datavam de 1914. Imagens de microCT permitiram observar os vermes sem danificar os hospedeiros.

“Conseguimos revelar os vermes sem danificar as esponjas usando imagens de microCT”, afirmou Ekin Tilic, coautor do estudo, em comunicado da Universidade de Göttingen. Para ele, técnicas modernas ajudam a identificar biodiversidade preservada em coleções centenárias.

Duas linhagens identificadas

A análise apontou a existência de duas linhagens de vermes marinhos ramificados. Uma pertence ao gênero Ramisyllis; a outra foi classificada em um gênero novo, chamado Cladosyllis. Os pesquisadores afirmam que os dois grupos descendem de um único ancestral comum.

Os animais vivem em simbiose com esponjas marinhas, e seu corpo ramificado permite a expansão pelo interior do hospedeiro. A pesquisa indica que a adaptação a diferentes espécies de esponjas teve papel importante na diversificação desses vermes. Enquanto algumas espécies ocupam esponjas encontradas a mil metros de profundidade, outras vivem em águas rasas.

“Por mais de um século, os raros vermes ramificados foram classificados como uma única espécie amplamente distribuída”, disse Guillermo Ponz Segrelles, também coautor da pesquisa. Segundo os pesquisadores, a árvore genealógica dos animais tem muitos ramos, associados a espécies específicas de esponjas e a áreas determinadas.

A equipe avalia que ainda há muitas espécies não identificadas. Os vermes também podem servir como modelo para pesquisas sobre evolução de formas corporais complexas, simbiose e biodiversidade em ecossistemas marinhos.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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