O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu neste domingo (13/9) maior participação de seus apoiadores nas redes sociais e nas ruas. A cobrança ocorreu durante uma live com militantes, realizada no mesmo dia de mobilizações promovidas pela campanha à reeleição em todo o país.
A 21 dias do primeiro turno, Lula afirmou que a internet deve ser usada para disputar a eleição com base na verdade. Ele também associou mentiras durante a campanha a dificuldades de governo e citou os ex-presidentes Fernando Collor de Mello e Jair Bolsonaro.
“Utilizar a internet agora é fazer o jogo da verdade”, disse o presidente. Na avaliação dele, é preciso transformar os 20 dias restantes de campanha em uma disputa pela verdade. Lula também afirmou que apoiadores devem recuperar realizações de seu governo para conversar com pessoas que classificou como negacionistas.
Materiais de campanha
Durante a transmissão, Lula reconheceu problemas na produção e na distribuição de itens de divulgação, como panfletos e bandeiras. Militantes haviam reclamado da falta de materiais nas bases da campanha.
O PT tinha decidido descentralizar a produção, deixando a tarefa sob responsabilidade dos diretórios estaduais. Após as reclamações, o partido mudou a estratégia e retomou para si a organização da atividade.
“A militância tem direito de reclamar que faltou material muito tempo”, afirmou Lula. O presidente disse que houve atraso na produção e relatou que, durante os comícios, apoiadores reclamam da ausência de materiais para trabalhar. Ele acrescentou esperar que a distribuição aumente.
Críticas a adversários
Sem mencionar nominalmente Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL), Lula fez críticas a dois candidatos à Presidência. Um deles foi descrito como alguém que lembraria um capataz de fazenda do período da escravidão. O outro foi associado pelo presidente à milícia e a irregularidades envolvendo a Previdência Social.
Lula encerrou o trecho dizendo que a escolha eleitoral definiria o tipo de país que os eleitores desejam e comparou a decisão à escolha de um padrinho para batizar um filho.








