BARRETOS — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu a admissibilidade de uma ação apresentada pela coligação de Luiz Inácio Lula da Silva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O processo acusa o candidato de suposto abuso de poder econômico por sua participação em um ato de campanha no palco da Festa do Peão de Barretos, em 22 de agosto.
A ação também envolve Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente. O pedido é pela cassação dos registros de candidatura dos dois e pela declaração de inelegibilidade por oito anos, caso o abuso seja reconhecido.
Próximas etapas
A defesa de Flávio deverá apresentar argumentos ao ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Depois disso, serão avaliadas a produção de prova testemunhal, a eventual intimação de terceiros para apresentar documentos e informações e a realização de prova técnica complementar.
Flávio e Gaspar participaram do evento no palco da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. Conforme a ação, a associação Os Independentes informou ter investido R$ 30 milhões em obras de modernização e infraestrutura para a edição deste ano, que teve pelo menos 12 patrocinadores.
Flávio foi chamado ao palco pelo governador Tarcísio de Freitas, que o apresentou como “herdeiro” do projeto de Jair Bolsonaro (PL). Durante o discurso, o senador afirmou que voltaria ao evento como presidente da República.
O PT sustenta que a festa, descrita como cultural, artística e esportiva, foi convertida em um ato eleitoral. A candidatura também afirma que o palco estava em local de uso comum, onde a veiculação de propaganda é proibida.
Os advogados de Lula pediram ainda a intimação de Os Independentes de Barretos, da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e do veículo responsável pela cobertura do evento. A intenção é reunir vídeos, contratos de patrocínio, comprovantes de despesas e relatório sobre o impacto digital das publicações relacionadas ao episódio. A ação cita a noite de 22/08/2026, durante a 71ª edição da festa.









