Brasil

Urnas eletrônicas foram adotadas em todo o Brasil a partir de 2000

A transição começou com um teste em 1996 e avançou até a primeira eleição totalmente eletrônica, realizada em 2000.

Urnas eletrônicas foram adotadas em todo o Brasil a partir de 2000
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A adoção das urnas eletrônicas no Brasil começou de forma gradual e foi concluída nas eleições municipais de 2000, quando todos os municípios passaram a utilizar o sistema. Até então, os votos eram registrados em cédulas de papel e contados manualmente.

A primeira experiência ocorreu em 1996, também durante eleições municipais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) testou a tecnologia em 57 cidades de médio e grande porte, alcançando cerca de 32 milhões de eleitores, aproximadamente um terço do eleitorado brasileiro. O objetivo era avaliar o funcionamento dos equipamentos e a adaptação de eleitores e técnicos.

A mudança também procurava reduzir riscos associados à votação manual, como falsificação de cédulas e alterações durante a contagem. Esses problemas poderiam comprometer a apuração e afetar a confiança dos eleitores no processo eleitoral.

Expansão do sistema

Nas eleições gerais de 1998, o TSE ampliou o uso das urnas eletrônicas. Mais de 60% dos eleitores brasileiros votaram pelo sistema naquele ano. A expansão abriu caminho para a utilização da tecnologia em todo o país.

O processo foi concluído em 2000, nas eleições municipais. Naquele pleito, capitais e cidades menores utilizaram urnas eletrônicas, marcando a primeira eleição totalmente eletrônica do Brasil.

Entre as mudanças trazidas pelo sistema está a redução do tempo de apuração. A contagem manual podia levar dias ou semanas, enquanto os resultados passaram a ser conhecidos em poucas horas, geralmente ainda no dia da eleição. A informatização também diminuiu a interferência humana nessa etapa e os riscos de erros e alterações.

As urnas passaram a incluir recursos de acessibilidade para permitir que pessoas com deficiência votassem com mais autonomia. A visualização das informações do candidato antes da confirmação também ajudou a reduzir votos nulos e brancos provocados por dificuldades no preenchimento da cédula.

Atualizações e fiscalização

Desde a implantação, o sistema recebeu mudanças. Em 2008, o TSE começou a usar a identificação biométrica, que confirma a identidade do eleitor por meio das impressões digitais.

A segurança é submetida aos Testes Públicos de Segurança (TPU), nos quais especialistas e pesquisadores podem tentar identificar vulnerabilidades. Problemas encontrados podem ser analisados e corrigidos antes da eleição.

Outro mecanismo é o Boletim de Urna, emitido após o encerramento da votação. O documento registra os votos contabilizados na seção e é afixado no local de votação, permitindo a consulta e a comparação dos números por qualquer cidadão interessado em acompanhar a apuração.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5