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STF impõe restrições a Mario Frias e demais investigados no caso Dark Horse

Decisão de Flávio Dino também suspende contratos e pagamentos públicos para empresas ligadas à produção do filme.

STF impõe restrições a Mario Frias e demais investigados no caso Dark Horse
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e os demais investigados no caso do filme “Dark Horse” de deixar o país sem autorização prévia. Quem tiver passaporte deverá entregá-lo à Polícia Federal (PF).

A decisão também impede qualquer comunicação, direta ou indireta, entre os investigados. Dino suspendeu ainda o direito da Go Up Entertainment, produtora do filme, e de outras empresas de participar de licitações ou contratar com o poder público em qualquer esfera federativa.

Os pagamentos a essas empresas relacionados a contratos públicos também foram suspensos. A liberação só poderá ocorrer com autorização específica do ministro, mediante pedido fundamentado e acompanhado de elementos que comprovem a necessidade.

As medidas foram determinadas na decisão que autorizou a Operação Make Up, deflagrada pela PF nesta quinta-feira, 10. A investigação apura um suposto desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e repassados, por meio de termo de fomento, para a produção de “Dark Horse”, filme inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Karina Gama, proprietária da Go Up Entertainment, e Mario Frias estão entre os alvos da operação. Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, todos expedidos por Dino.

A PF afirmou que a investigação aponta uma “organização criminosa, formada por agentes públicos e privados” suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação da prestação dos serviços contratados. De acordo com a corporação, as tentativas de ocultar os desvios teriam continuado até julho deste ano.

A operação investiga suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. A PF também informou que levantamentos financeiros identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas integrantes do esquema investigado.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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