A comercialização de veículos no Brasil ultrapassou 2 milhões de unidades nos primeiros dias de setembro, depois de alcançar 1,975 milhão no acumulado do ano, alta de 18,4%. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Em agosto, os emplacamentos somaram 275,1 mil veículos. O resultado representa queda de 1,6% em relação a julho e crescimento de 22,1% na comparação com agosto de 2025.
Produção e importações
A fabricação chegou a 271,2 mil unidades em agosto, avanço de 6,8% sobre julho e de 9,4% ante o mesmo mês de 2025. Foi o maior volume mensal desde outubro de 2019. No acumulado de 2026, a produção se aproxima de 1,9 milhão de veículos, com aumento de 8,5%.
A Anfavea informou que cerca de dois terços da expansão registrada no ano estão associados a veículos que chegam parcialmente ou totalmente desmontados do exterior e são montados no Brasil. A fabricação integral no país responde por um terço do crescimento.
O presidente da entidade, Igor Calvet, afirmou que o resultado reflete o aquecimento do mercado interno, apesar da queda nas exportações. Ele também disse que “dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano” correspondem a modelos SKD e CKD.
No sistema SKD, o veículo chega quase pronto, em grandes partes, e recebe a montagem final no Brasil. No CKD, vem completamente desmontado e é montado com várias peças no país.
Comércio exterior e eletrificados
As exportações totalizaram 39,8 mil unidades em agosto, alta de 2,2% frente a julho, mas recuo de 31,7% na comparação anual. No acumulado do ano, a queda chega a 22,9%, influenciada pela redução de 36,6% nos embarques para a Argentina.
As importações somaram 406,7 mil veículos até agosto, crescimento de 29,8%. Mais da metade veio da China.
Os eletrificados alcançaram participação de 24,4% nas vendas, o maior nível registrado. No ano, foram comercializadas 372 mil unidades, alta de 125,8%. Parte desses veículos também é montada no Brasil com componentes importados.








