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Fachin pede resposta de Mendonça sobre afastamentos na Polícia Federal

Presidente do STF deu 72 horas para análise de recurso da AGU contra decisão que retirou dois dirigentes da PF.

Fachin pede resposta de Mendonça sobre afastamentos na Polícia Federal
Foto: Gustavo Moreno/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu 72 horas para que o ministro André Mendonça responda a um recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 8, após Mendonça determinar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

A AGU quer reverter os afastamentos. Depois da manifestação de Mendonça, o processo voltará à Presidência do STF para avaliação.

Questionamentos da AGU

No recurso, a Advocacia-Geral da União afirma que houve uma contradição na condução do caso. Segundo o órgão, Mendonça havia indicado anteriormente que o tema deveria ser analisado pelo plenário do Supremo, mas depois submeteu os afastamentos ao referendo da Segunda Turma.

A AGU também sustenta que o ministro tomou uma decisão enquanto Fachin já conduzia uma apuração sobre o mesmo episódio. O presidente do STF havia dado cinco dias úteis para que Mendonça, Alexandre de Moraes, o procurador-geral Paulo Gonet e Andrei Rodrigues prestassem esclarecimentos sobre a elaboração e a divulgação de relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal.

Para a União, a medida criou “decisões concorrentes sobre o mesmo objeto” e esvaziou a investigação conduzida pela Presidência da Corte. O órgão destacou ainda que Andrei Rodrigues foi afastado antes do fim do prazo estabelecido por Fachin.

A AGU argumenta que o episódio dos relatórios constitui um fato autônomo e, por isso, não estaria sob a competência de Mendonça. Na avaliação do órgão, a Presidência do Supremo deveria conduzir a análise até o encaminhamento ao colegiado responsável.

O recurso afirma também que os afastamentos atingem a prerrogativa constitucional do presidente da República de nomear e substituir a cúpula da Polícia Federal. A saída simultânea dos dirigentes, segundo a AGU, pode provocar desorganização interna.

Ao determinar as medidas, Mendonça solicitou investigações penal e administrativa pela Corregedoria da PF e suspendeu a produção de relatórios de inteligência sobre integrantes do Judiciário, da advocacia pública e da própria corporação. A análise na Segunda Turma teve maioria, mas foi interrompida após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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