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Augusto Cury cita André Mendonça em ato na Praia de Copacabana

Candidato do Avante à Presidência participou de caminhada sob chuva e não comentou a crise envolvendo ministros do STF.

Augusto Cury cita André Mendonça em ato na Praia de Copacabana
Foto: Renato Pizzutto/Band

O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, citou o ministro André Mendonça durante um ato na Praia de Copacabana, na zona Sul do Rio, nesta segunda-feira, 7. Durante o evento, ele enviou um “abraço muito especial ao doutor André Mendonça”.

O psiquiatra não comentou, em entrevista aos jornalistas, a crise entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os apoiadores caminharam por um trecho de Copacabana sob chuva.

Caso envolvendo mensagens

No domingo, 6, Mendonça encaminhou para análise do plenário do STF o caso que reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes. A definição sobre o momento e o formato do julgamento cabe ao presidente da Corte, Edson Fachin.

O material foi produzido pela Polícia Federal (PF) a pedido de Mendonça. O ministro retirou o sigilo na última terça-feira. O relatório contém 52 mensagens enviadas por Vorcaro a um número que a PF identificou como pertencente a Moraes.

As conversas foram encaminhadas entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, período em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Nas mensagens, o então dono do Banco Master relata informações sobre investigações e solicita auxílio para conter ou adiar medidas contra a instituição.

Entre os registros, dois dias antes da prisão, Vorcaro perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Em outra mensagem, questionou se o ministro tinha obtido informações ou se poderia “bloquear” a operação. Na maioria dos casos, porém, o relatório não permite saber quais foram as respostas de Moraes.

A PF informou que Vorcaro enviava as conversas como imagens de visualização única e que as respostas atribuídas ao ministro não foram recuperadas. Mendonça havia ordenado a identificação dos destinatários e depois enviou o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR pediu a nulidade da apuração. Paulo Gonet afirmou que Mendonça não poderia ter determinado diretamente à PF uma investigação sobre outro ministro do STF sem iniciativa da polícia ou do Ministério Público.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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