RIO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) realizou um ato na orla de Copacabana, nesta manhã, com críticas a Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Durante o discurso, Cury prometeu trabalhar para reduzir a polarização política e manifestou apoio ao ministro André Mendonça, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal relacionada ao caso Master.
A mobilização começou com uma caminhada pelo calçadão. Em seguida, o candidato discursou de um trio elétrico, cercado por apoiadores e cabos eleitorais do Avante. Ao comentar a disputa política, afirmou: “O Brasil não aguenta mais ser capturado por duas famílias”.
Cury também mencionou Lula e Flávio Bolsonaro ao falar sobre a chuva que começou durante a manifestação. Depois do comício, disse a jornalistas que o Supremo deve atuar com independência e transparência. Na ocasião, enviou um abraço a Mendonça e citou também o ministro Fachin, mas evitou mencionar Alexandre de Moraes.
O candidato defendeu a criação de escolas de empreendedorismo em favelas e a adoção de políticas públicas de combate ao feminicídio. O público usava fitas brancas no pulso, símbolo da campanha de Cury, que se apresenta como pacificador.
Público e campanha digital
A estimativa do Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento da Universidade de São Paulo (CEBRAP/USP), em parceria com a ONG More in Common, foi de 1,4 mil participantes. A margem de erro é de 12%, com variação prevista entre 1,3 mil e 1,6 mil pessoas às 11h30, horário de pico.
A contagem foi feita com base em fotos aéreas analisadas por software de inteligência artificial. A metodologia tem precisão de 72,9% e acurácia de 69,5% na identificação dos indivíduos. No início da campanha, um ato de Flávio Bolsonaro em Copacabana reuniu cerca de 8,9 mil pessoas, conforme o mesmo monitor.
Cury passou de 2% para 8% nas intenções de voto em duas semanas, segundo a Datafolha. Em cerca de uma semana, ganhou 2,5 milhões de seguidores no Instagram. A campanha declarou R$50mil em despesas com impulsionamento de conteúdos. Ronaldo Caiado, do PSD, já gastou mais de R$78 mil, segundo o texto-fonte.








