Maringá mantém características de um projeto urbano elaborado nos anos 1940, com avenidas amplas, canteiros arborizados, praças e áreas de vegetação. Localizada no noroeste do Paraná, a cidade combina esse traçado histórico com resultados sociais acima da média nacional.
O desenho foi desenvolvido por Jorge de Macedo Vieira em 1943, seguindo princípios associados ao conceito de cidade-jardim. As vias acompanharam a topografia, enquanto o plano organizou áreas destinadas à circulação, moradia, comércio e espaços públicos. A proposta antecedeu a fundação oficial do município, em 1947.
As avenidas largas continuam entre os elementos mais visíveis do planejamento original. Muitas têm canteiros centrais arborizados, que reúnem circulação de veículos, paisagismo e sombra. Esse arranjo facilita a identificação das áreas mais antigas, embora não elimine congestionamentos nem os problemas atuais de mobilidade.
Áreas verdes fazem parte do projeto original
A vegetação foi incorporada ao planejamento desde a origem. Registros históricos do município indicam que três grandes áreas verdes foram preservadas no perímetro inicial, somando cerca de 1,2 milhão de m². A arborização de ruas e avenidas também contribuiu para a identidade visual associada à expressão “Cidade Verde”.
Entre os espaços conhecidos estão o Parque do Ingá e o Parque dos Pioneiros, o Bosque 2. Os locais são referências ambientais e de lazer, enquanto as árvores distribuídas pelas vias reforçam a presença do verde no espaço urbano.
Desempenho social reúne diferentes indicadores
No IPS Brasil 2026, Maringá obteve 70,87 pontos e ficou em 14º lugar entre os 5.570 municípios avaliados. A média nacional foi de 63,40 pontos. O índice reúne 57 indicadores relacionados a necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.
A avaliação inclui aspectos como saúde, educação, saneamento, segurança, moradia, informação, inclusão e oportunidades. Por isso, o planejamento urbano não explica sozinho o desempenho da cidade. A arborização e o acesso a espaços públicos podem favorecer a organização urbana, mas os resultados sociais também dependem de serviços, políticas e condições econômicas construídas ao longo do tempo.
Maringá cresceu além do núcleo previsto no plano dos anos 1940, mas preserva elementos daquele desenho, especialmente nos eixos centrais e nas áreas verdes históricas. A combinação entre expansão urbana, avenidas largas, parques e indicadores comparáveis mantém a cidade como um exemplo de permanência de marcas do planejamento original.








