LONDRINA — A administração municipal colocou Londrina na liderança nacional do indicador de funcionamento da máquina pública. A cidade também alcançou a 39ª posição entre os 100 municípios mais competitivos do país e apareceu entre as dez melhores cidades brasileiras, fora das capitais, no Índice de Progresso Social (IPS) 2026.
Os resultados foram divulgados pela Secretaria da Comunicação do Governo do Paraná e pelo Governo do Estado. No Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), Londrina ocupa o primeiro lugar do Brasil nos indicadores de qualificação dos servidores e de transparência municipal.
No IPS 2026, o município recebeu nota 67,73 no grupo de cidades com mais de 500 mil habitantes fora das capitais. Coordenado pelo Imazon, o levantamento reúne 57 indicadores relacionados a saúde, educação, moradia e meio ambiente. Londrina é a segunda maior cidade do Paraná, atrás apenas de Curitiba.
Uma cidade planejada no norte do Paraná
A história local também ajuda a explicar o apelido de Pequena Londres. A origem está ligada à neblina frequente nas manhãs dos meses mais frios e a um projeto de colonização britânico desenvolvido na região.
Em 1924, a Missão Montagu chegou ao norte paranaense sob o comando de Lord Lovat, a convite do governo brasileiro. Depois da missão, foi criada a Paraná Plantations Ltd., com sede em Londres, além da subsidiária brasileira Companhia de Terras Norte do Paraná. A fertilidade da terra roxa havia chamado a atenção de um técnico britânico.
O primeiro marco do empreendimento foi instalado em 21 de agosto de 1929 pelo engenheiro Alexandre Razgulaeff, no local conhecido como Patrimônio Três Bocas. João Domingues Sampaio, um dos primeiros diretores da companhia, sugeriu o nome Londrina como homenagem à capital inglesa.
O município foi criado pelo Decreto Estadual nº 2.519, de 3 de dezembro de 1934, e instalado em 10 de dezembro do mesmo ano. A oferta de lotes pequenos e acessíveis atraiu famílias de diferentes origens. Mais tarde, o café impulsionou a economia regional e transformou a área em um dos motores econômicos do estado.
Lagos, parques e memória
O planejamento urbano de avenidas largas deixou áreas destinadas a espaços verdes e de convivência. Entre os pontos indicados pelo Paraná Turismo está o Lago Igapó, com ciclovias, pistas de caminhada e atividades esportivas na água.
O Parque Arthur Thomas reúne mata, trilhas, cachoeira e o local da primeira usina hidrelétrica da cidade. Já o Museu Histórico de Londrina conserva referências da colonização, do ciclo do café e da chegada de imigrantes.
No centro, a Catedral Metropolitana tem linhas modernas e vitrais coloridos. O Jardim Botânico oferece lagos, estufas e trilhas voltadas à vegetação paranaense. A agenda cultural inclui ainda o Festival Internacional de Londrina, criado em um ambiente universitário e descrito como um dos mais antigos festivais de teatro da América Latina.
Clima e identidade local
Londrina está a cerca de 600 metros de altitude, no planalto do norte paranaense. O clima é subtropical, com verão quente e chuvoso e inverno seco. A ocorrência de neblina nos períodos mais frios permanece associada ao apelido da cidade.
As condições climáticas podem variar de um ano para outro por causa de fenômenos naturais como El Niño e La Niña. A cidade reúne universidades reconhecidas e serviços de saúde que atendem toda a região, além dos indicadores de gestão pública que a colocaram em evidência no cenário nacional.








