Política

Número de mortos em incêndio de balsa nas Filipinas chega a 76

Equipes encontraram mais 41 corpos no casco do M/V June Aster; uma dúzia de pessoas continua desaparecida.

Número de mortos em incêndio de balsa nas Filipinas chega a 76

O número de mortos no incêndio do M/V June Aster, nas Filipinas, chegou a 76 neste sábado (12), depois que equipes localizaram mais 41 corpos no casco carbonizado da balsa. Uma dúzia de pessoas continua desaparecida, e as buscas foram ampliadas pelas autoridades.

A embarcação seguia para Coron, em Palawan, quando uma explosão na área de carga espalhou as chamas pelo navio. O fogo avançou em poucos segundos e atingiu principalmente a área destinada à classe econômica, onde muitos passageiros ficaram presos. O ferry transportava pessoas e mercadorias e ficou completamente destruído.

Buscas e identificação das vítimas

As equipes dos guarda-costas voltaram ao interior da embarcação, encalhada em uma pequena ilha próxima a Coron. O comodoro Geronimo Tuvilla disse que os novos corpos foram encontrados na área econômica. As autoridades ainda não informaram quantos restos mortais permanecem a bordo.

Os corpos estão sendo levados ao porto de Coron para identificação. Como o navio de patrulha tinha capacidade limitada, o transporte inicial foi restrito a 30 corpos. Cinco mortes haviam sido confirmadas logo após o incêndio, ocorrido na sexta-feira (11). Outras 30 pessoas e 13 tripulantes foram resgatados com vida.

A porta-voz oficial Kristine Ablana informou que os restos mortais serão enterrados provisoriamente até a conclusão dos exames de DNA. Antes disso, familiares poderão reconhecer objetos pessoais recolhidos na balsa. “Se alguém identificar uma foto ou algum item, será solicitado um exame de DNA”, afirmou Ablana.

Famílias aguardam informações

Familiares permaneceram no porto de Coron à espera de notícias. Josenit Mayo, 40, contou que a filha estava voltando de Manila para visitar a família. Myra Cabilan também viajou até Coron para procurar o irmão desaparecido, Rammel Gonzaga, 40, que havia embarcado em Manila para uma viagem de trabalho com o cunhado.

Centenas de pessoas publicaram pedidos de informação nas redes sociais de um prefeito local. As mensagens buscavam notícias de parentes, amigos e até de um cachorro que estaria a bordo.

A causa da explosão ainda é investigada pelas autoridades filipinas. A apuração deve considerar a carga transportada, as condições de manutenção da balsa e os procedimentos de segurança adotados pela tripulação. A localização remota da embarcação dificultou o transporte de sobreviventes e corpos até o porto principal.

Em janeiro, um barco de três andares com mais de 340 pessoas afundou no sul das Filipinas, deixando ao menos 52 mortos. O país possui mais de 7 mil ilhas e utiliza amplamente o transporte marítimo.

A identificação das vítimas pode levar dias por causa do estado dos corpos e da necessidade de exames de DNA. Enquanto isso, as famílias continuam aguardando informações em Coron, onde foi montada uma estrutura emergencial para atendimento psicológico e coleta de dados.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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