Política

Juízes sindicalizados aprovam cinco medidas e declaram estado de mobilização

Assembleia do Sindmagis aprovou propostas sobre saúde mental, salários, garantias disciplinares, negociação e financiamento institucional.

Juízes sindicalizados aprovam cinco medidas e declaram estado de mobilização

Juízes sindicalizados aprovaram cinco propostas em uma Assembleia Geral Extraordinária realizada neste sábado, 5, com votação virtual. As medidas tratam de saúde mental, revisão de subsídios, garantias disciplinares, negociação com o Conselho Nacional de Justiça e criação de um fundo voluntário de mobilização.

Convocada pelo Sindicato dos Magistrados do Brasil (Sindmagis), a assembleia reuniu juízes federais, estaduais e do Trabalho. Ao final, os participantes declararam estado de mobilização. As propostas foram aprovadas com percentuais entre 91% e 100%.

Medidas aprovadas

A defesa da saúde mental e o combate ao assédio institucional tiveram aprovação de 100%. A categoria decidiu exigir o fim da imposição de metas puramente numéricas e do produtivismo desestruturado, além da aplicação imediata da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e de simetria no auxílio-saúde.

Também com 100% de aprovação, os juízes decidiram cobrar da Administração Pública a revisão anual dos subsídios e a recomposição mínima das perdas inflacionárias. A medida foi associada ao encerramento do que os magistrados classificam como omissão inconstitucional prolongada.

A proposta sobre vitaliciedade e garantias disciplinares recebeu 98,18% dos votos. O objetivo é adotar medidas jurídicas contra decisões de órgãos fracionários que violem a Cláusula de Reserva de Plenário ou desrespeitem o quórum de maioria absoluta para demissão ou perda do cargo de juízes.

A instalação de uma Mesa Nacional de Negociação Permanente pelo Conselho Nacional de Justiça teve 95,92% de aprovação. A estrutura deverá ser paritária e seguir os moldes da Convenção nº 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com 91,67%, foi aprovada a criação de um Fundo de Luta e Mobilização. O mecanismo será estritamente voluntário e terá recursos destinados ao financiamento de campanhas institucionais e legislativas em defesa das prerrogativas da classe.

Propostas relacionadas ao Supremo

Os participantes rejeitaram, por maioria, a retenção de 15% de honorários em ações coletivas. A justificativa apresentada foi priorizar a ampliação da base de filiados, e não o caixa imediato da entidade.

Pautas que previam confronto direto com o Supremo Tribunal Federal (STF), como o direito de oposição no Tema 935 e a imposição de limites de mandatos, foram retiradas estrategicamente por meio de votos nulos, que chegaram a 52,17%.

Na discussão sobre a chamada Pauta Ética no STF, 44,68% votaram a favor, 19,15% contra e 36,17% anularam o voto. A proposta previa que os ministros da Corte fossem submetidos às mesmas vedações, obrigações e prazos de mandato aplicados ao restante da magistratura.

A proposta de mandato máximo de 10 anos no STF teve 38,30% de votos favoráveis, 25,53% contrários e 36,17% nulos. Já a imposição de normas legais idênticas às dos demais magistrados recebeu 44,90% de apoio, 16,33% de votos contrários e 38,78% de abstenções.

A direção do Sindmagis avaliou o resultado como uma vitória da inteligência política. Para os magistrados sindicalizados, a combinação entre votos contrários, nulos e abstenções impediu a aprovação formal de medidas que poderiam representar um confronto com o STF, mas manteve registrada a insatisfação da categoria.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5