As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro trocaram acusações no horário eleitoral gratuito desta terça-feira (8). O programa petista associou o senador ao tarifaço dos Estados Unidos e explorou sua proximidade com o presidente americano, Donald Trump. A propaganda de Flávio questionou a capacidade do governo Lula de combater o crime organizado e criticou a política econômica do presidente.
A peça de Lula chamou Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro de traidores da pátria e recuperou vídeos nos quais os dois demonstravam apoio à medida anunciada pelos Estados Unidos no ano passado. Em um dos trechos exibidos, Flávio afirmou: "Não estamos em condições de exigir nada para o governo Trump, ele vai fazer o que quiser, independente da nossa vontade". Depois, o programa mostrou Lula dizendo que não vai "abaixar a cabeça".
A campanha também usou uma foto de Flávio com Trump, feita na Casa Branca durante uma visita do senador em maio deste ano. O programa tratou ainda de investimentos em Defesa e na indústria nacional e criticou a privatização da BR Distribuidora durante a gestão de Jair Bolsonaro. O narrador relacionou a operação ao aumento do preço dos combustíveis e à lavagem de dinheiro em postos.
A propaganda petista não abordou a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal. O governo pediu, por meio da Advocacia-Geral da União, a suspensão imediata do afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.
Na propaganda de Flávio, o combate ao crime organizado e o endividamento da população foram os principais temas. A campanha atribuiu ao governo Lula dificuldades relacionadas à criminalidade e ao custo de vida, além de afirmar que o presidente promete combater o crime desde 2003 sem conter o avanço das facções.
Flávio apresentou como propostas o endurecimento das penas, a redução da maioridade penal e o enquadramento de organizações criminosas como organizações narcoterroristas. Na economia, prometeu reduzir impostos e juros. "O juro aumentou, o imposto aumentou, tudo aumentou", afirmou.
Augusto Cury e Ronaldo Caiado repetiram programas já exibidos. Caiado voltou a prometer a construção de 40 presídios, o confisco de bens de condenados por violência contra a mulher e o tratamento de integrantes de facções como terroristas. Os demais candidatos não têm direito ao horário eleitoral.








