Volodymyr Zelensky afirmou que a guerra entre Ucrânia e Rússia deve continuar durante o inverno e atribuiu essa perspectiva à falta de disposição de Vladimir Putin para negociar diretamente com ele. A declaração foi dada neste domingo (6), após reuniões com os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner.
O presidente ucraniano disse contar com o apoio dos parceiros europeus caso o conflito se prolongue. Para Zelensky, a definição sobre territórios, considerada central para a guerra, precisa ser tratada diretamente pelos chefes de Estado. "Quero manter minha posição de que questões tão complexas (relativas a territórios) só podem ser resolvidas no nível de liderança", declarou.
Posições nas negociações
Witkoff afirmou que Moscou e Kiev terão de rever parte de suas reivindicações para que seja possível chegar a uma saída. "Ambos os lados precisarão fazer concessões e reduzir suas divergências, e acreditamos que temos os elementos necessários para alcançar isso", disse o enviado dos EUA. Ele também classificou o processo como difícil e afirmou que os participantes estão determinados.
Além do encontro com Zelensky, houve uma rodada de conversas com a delegação ucraniana e conselheiros europeus. Participaram o alemão Günter Sautter, o britânico Jonathan Powell e o francês Emmanuel Bonne.
No sábado (5), Witkoff e Kushner estiveram em Moscou para conversar com Putin sobre planos para a Ucrânia. Segundo fontes russas citadas no relato, as discussões incluíram mais do que a resolução da crise ucraniana: também foram abordadas questões econômicas e possíveis grandes projetos entre Rússia e Estados Unidos.
As conversas ocorreram enquanto Zelensky mantém a defesa de um contato direto com Putin, algo que o líder russo se recusa a fazer. A guerra teve início em 2022.








