Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha prepararam uma resolução para levar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU por descumprimento de obrigações. A proposta deve ser apresentada nesta semana.
A movimentação ocorre enquanto Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), pede que Teerã autorize o retorno dos inspetores às instalações nucleares do país. O Irã não fornece informações nem permite o acesso da agência desde a guerra de 12 dias em 2025.
Urânio enriquecido
Durante o conflito, Estados Unidos e Israel atacaram algumas das principais usinas iranianas. Antes da guerra do ano passado, a AIEA estimava que o país mantinha aproximadamente 440 toneladas de urânio enriquecido a 60%. Esse nível fica próximo dos 90% necessários para uma bomba nuclear.
A quantidade também supera o limite de 3,67% previsto no acordo nuclear de 2015, que foi extinto.
Grossi afirmou que o envolvimento do Irã com a agência seria a maneira mais rápida de alcançar um acordo positivo. Ele também informou que a AIEA descobriu um reator inacabado na Síria.
Instalação na Síria
Segundo o chefe da agência, o reator estava perto de ser concluído e poderia ser usado para produzir armas durante o regime de Bashar Assad. Grossi disse que a configuração e as características técnicas da instalação permitiriam fabricar material físsil diretamente utilizável em armas nucleares.
Grossi é candidato ao cargo de secretário-geral da ONU.








