A aprovação de Donald Trump caiu ao menor nível desde o início da série histórica da Focaldata. Apenas 33% dos eleitores registrados dizem aprovar o desempenho do presidente dos Estados Unidos, uma redução de três pontos percentuais em relação ao mês anterior, segundo o levantamento divulgado neste domingo 6.
A pesquisa também mostra recuo entre os republicanos: 72% aprovam Trump, o menor índice desse grupo desde o começo da série, iniciada em maio deste ano. Entre os republicanos, 53% aprovam a condução da economia e da política de empregos pelo presidente, queda de quase oito pontos percentuais em um mês.
A avaliação econômica aparece entre os principais pontos de insatisfação. Quase dois terços dos entrevistados consideram que os Estados Unidos estão seguindo na direção errada nesse campo. Além disso, 57% afirmam estar em uma situação financeira pior desde o retorno de Trump à Casa Branca, no início de 2025.
O diesel chegou a US$ 5,85 por galão nos Estados Unidos, de acordo com a associação automobilística AAA. A pesquisa relaciona o ambiente de pressão sobre preços ao aumento dos custos de combustíveis e de bens de consumo nos últimos seis meses, durante a guerra no Irã.
A política comercial do governo também é rejeitada por 56% dos entrevistados. Esse grupo desaprova a decisão de impor uma tarifa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses. Entre os eleitores independentes, a rejeição supera 60%.
Impacto eleitoral
Para 46% dos participantes, o desempenho de Trump dificulta a eleição de candidatos republicanos para o Congresso. Entre os independentes, 47% afirmam que o apoio do presidente a um candidato diminuiria a possibilidade de votarem nele. As eleições de meio de mandato estão marcadas para novembro.
A Casa Branca contesta a avaliação de fracasso da política econômica. Um porta-voz do governo Trump afirmou que a estratégia continua baseada em cortes de impostos, desregulamentação e aumento da produção de energia. O representante também citou o crescimento do emprego privado como sinal de que as medidas funcionam.
A pesquisa foi feita entre 28 de agosto e 1º de setembro com 1.914 eleitores registrados. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.








