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Polícia encontra aves protegidas e armadilhas em propriedade de Olivier Bouygues

Empresário é julgado em Orleães com outras cinco pessoas; investigação aponta práticas ilegais na área privada de caça em Sologne.

Polícia encontra aves protegidas e armadilhas em propriedade de Olivier Bouygues

Uma investigação sobre a propriedade de caça de Olivier Bouygues levou a polícia a apreender armas, armadilhas proibidas e uma escavadora usada para abrir valas. O empresário francês é julgado com outras cinco pessoas por crimes relacionados à caça ilegal, incluindo a captura de aves protegidas.

As autoridades encontraram os animais em uma vala comum na propriedade de Fontenaille, durante uma operação realizada no ano passado após uma denúncia anônima. Entre as espécies estavam garças-brancas-grandes, circos, peneireiros, corvos-marinhos-grandes e bútios-comuns. Também foi localizada uma lista de espécies a serem eliminadas, algumas protegidas, além de sinais dos danos provocados à fauna.

Processo em Orleães

O julgamento começou na segunda-feira, na cidade de Orleães, e deve durar dois dias. Cinco dos seis acusados compareceram ao tribunal. O caso é considerado sem precedente na Justiça francesa, embora seu caráter seja descrito como em grande medida simbólico.

A acusação sustenta que a área privada de caça de Bouygues pode ter permitido a realização das práticas ilegais durante muitos anos. A propriedade fica perto da floresta de Sologne, a cerca de 150 quilómetros ao sul de Paris, e tem 600 hectares.

Olivier Bouygues, de 75 anos, foi detido depois de um mandado de busca executado em junho do ano passado. Ele é irmão de Martin Bouygues, ex-diretor executivo do grupo Bouygues, e um dos filhos de Francis Bouygues, fundador do grupo ligado à construção, aos meios de comunicação social e às telecomunicações.

Penas previstas

Se forem condenados, os seis acusados podem receber até sete anos de prisão e multa de 750 mil euros. O património de Bouygues é estimado em cerca de 3,2 bilhões de euros.

A Liga para a Proteção das Aves, conhecida como LPO, participa do processo. Seu presidente, Allain Bougrain-Dubourg, afirmou que o caso deve servir de aviso às elites francesas que acreditam estar acima da lei. Cerca de 15 associações de defesa do ambiente e de proteção animal também se juntaram à ação como partes civis.

As armadilhas de mandíbula encontradas na propriedade são proibidas desde 1995. A LPO declarou que as regras de proteção da biodiversidade devem ser aplicadas também a pessoas com grandes recursos.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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