O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, afirmou que a interceptação e o afundamento de três embarcações do país pelos Estados Unidos nesta semana ocorreram após investigações conjuntas contra o tráfico de drogas. A declaração foi dada nesta sexta-feira à emissora Teleamazonas.
Reimberg disse que as apurações buscaram identificar a função dos barcos e a logística ligada às operações criminosas. De acordo com ele, pontos de reabastecimento permitem que pequenas lanchas levem drogas até portos mexicanos e, depois, aos Estados Unidos.
“Este é um trabalho realizado por meio da cooperação internacional”, declarou o ministro. Ele também afirmou que decisões desse tipo não são tomadas apenas com base na identificação inicial de uma embarcação suspeita.
O Comando Sul dos Estados Unidos informou, em publicação no X, que os barcos eram usados pela gangue Los Choneros como pontos de apoio para o tráfico. A organização militar divulgou vídeos que mostram as embarcações sendo explodidas depois que os ocupantes foram retirados.
As ações fazem parte da Operação Southern Spear, campanha militar americana que, no último ano, destruiu cerca de 70 embarcações e matou mais de 220 pessoas. Grupos de direitos humanos e alguns líderes latino-americanos criticaram os ataques e os classificaram como execuções extrajudiciais.
A Marinha equatoriana informou na noite de quinta-feira que as tripulações de duas embarcações, somando 28 pessoas, seriam levadas para Manta e deveriam chegar nesta sexta-feira. Outros tripulantes continuavam no mar, a bordo das próprias embarcações.
Embora os Estados Unidos tenham assumido a responsabilidade por dezenas de ataques atribuídos à Operação Southern Spear, o governo não reivindicou outros três episódios registrados neste ano. Esses casos envolveram barcos de pesca da província equatoriana de Manabí e apresentaram características semelhantes às de ações americanas.








