Economia

Micron lidera recomendações globais, enquanto Apple deixa lista de setembro

Alta no custo de memórias para data centers favoreceu empresas fornecedoras e pressionou a presença da Apple nas carteiras internacionais.

Micron lidera recomendações globais, enquanto Apple deixa lista de setembro

A Micron passou a liderar as recomendações de ações internacionais para setembro, enquanto a Apple deixou o ranking depois de figurar como a segunda empresa mais indicada. A mudança ocorreu em meio à alta do custo das memórias usadas em data centers, que favoreceu as companhias fornecedoras do componente e pressionou as que precisam comprá-lo.

O movimento veio após um agosto positivo para ativos dolarizados. O índice de BDRs avançou 6,04% e teve o segundo melhor desempenho entre os índices de renda variável da B3 no mês, atrás apenas do índice de ouro.

Empresas ligadas à infraestrutura

A tese para a Micron aparece nas seis carteiras que incluem a ação. O mercado de memória continua subofertado, e a expectativa predominante é que a oferta demore a acompanhar a demanda. A memória de alta largura de banda, usada em aceleradores de inteligência artificial, tem preço cerca de três vezes maior que o da memória tradicional, o que favorece o mix e a rentabilidade da empresa.

A capacidade de HBM da companhia para 2026 já estaria comprometida, enquanto novas gerações de chips devem sustentar a procura. Mesmo após a valorização recente, uma das carteiras aumentou a posição na ação, considerando que ela ainda é negociada abaixo da média histórica em relação aos lucros projetados.

O Google Cloud também aparece entre os destaques. A receita do segmento cresceu 82% no segundo trimestre, acompanhada de expansão da margem operacional associada à adoção corporativa de inteligência artificial. Três carteiras elevaram a participação da ação no mês.

O varejo digital da Amazon mantém participação próxima de 38% nos Estados Unidos, mas a avaliação predominante é que o valor da companhia está concentrado nos negócios de maior margem.

Energia, software e chips

A Exxon Mobil (EXXO34) foi a única representante do setor de energia entre as seis ações mais recomendadas e entrou em uma das carteiras em setembro. Os argumentos incluem o desconto da ação em relação à média dos últimos dois anos, o possível aumento do prêmio de risco do petróleo e as margens elevadas de refino, em razão da oferta global restrita de capacidade de processamento. A consolidação do setor também é citada pela expectativa de ganho de escala e redução de despesas.

A recomendação da Microsoft segue apoiada no Azure, cuja receita cresceu 43% no trimestre, no melhor ritmo desde 2022. O segmento de nuvem responde pela maior parte da expansão da companhia, e o investimento anunciado para o próximo exercício indica continuidade na infraestrutura.

A Nvidia mantém participação em torno de 80% no fornecimento de GPUs para data centers. A receita desse segmento cresceu 117% no último trimestre, e a empresa projeta expansão de 70% no próximo ano fiscal. A margem bruta ficou em 75%, enquanto o consenso de mercado estima potencial de valorização próximo de 46%.

A Apple teve sua redução em uma das carteiras atribuída à pressão do preço da memória sobre a margem do próximo iPhone.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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