GUANGZHOU/PEQUIM — A Huawei informou que a nova série Mate XT2 oferece desempenho geral 42% superior ao da geração anterior, conforme testes realizados pela própria empresa. Os smartphones também ganharam um mecanismo de dobragem redesenhado, maior resistência à água, câmeras aprimoradas e um recurso que dificulta a visualização da tela por pessoas próximas.
Os aparelhos podem ser dobrados duas vezes e assumir o formato de uma tela do tamanho de um tablet. A linha utiliza o chip Kirin 9050 Pro, desenvolvido pela Huawei para entregar mais poder de computação com menor consumo de energia.
As vendas começam em 12 de setembro. O modelo de entrada custa 19.999 iuanes, cerca de R$15,280, enquanto a versão mais cara chega a 24.999 iuanes, aproximadamente R$19.100. Durante uma coletiva de imprensa, o diretor executivo da Huawei, Richard Yu, relacionou os valores ao aumento dos custos de memória e à adoção de novas tecnologias.
A arquitetura de design LogicFolding integra o princípio chamado “Lei de Escala de Tau”, apresentado pela companhia em maio. A Huawei afirmou que a proposta ajuda a empresa a superar as restrições dos Estados Unidos ao acesso a tecnologias avançadas.
A companhia é atualmente a única grande marca a comercializar um smartphone com três dobras. Nos Estados Unidos, porém, está impedida de vender seus produtos, depois que Washington considerou a empresa um risco à segurança nacional.
Disputa no mercado chinês
A Xiaomi lançará um aparelho dobrável concorrente nesta segunda-feira. A Apple apresentará sua nova série de iPhones na quarta-feira, em meio à expectativa de que também revele um modelo dobrável.
No segundo trimestre, a Huawei liderou o mercado chinês de smartphones, com 22,6% de participação, à frente da Apple, com 18,1%, e da Xiaomi, com 12,4%, segundo a consultoria IDC. No segmento de dobráveis, a Huawei respondeu por 68% das remessas na China no mesmo período, de acordo com a Smart Analytics Global.
A Samsung Electronics, maior vendedora mundial de smartphones dobráveis, lançou um modelo com três dobras em dezembro, mas interrompeu as vendas após três meses. Em julho, a empresa ampliou a linha para incluir um aparelho do tamanho de um passaporte. As ações da Xiaomi fecharam o pregão com queda de 3,3%.









