Economia

Campinas consolida ecossistema de tecnologia com universidades e centros de pesquisa

Universidades, institutos científicos, indústria e empresas de tecnologia sustentam a atividade de inovação em Campinas, próxima à capital paulista.

Campinas consolida ecossistema de tecnologia com universidades e centros de pesquisa

A combinação entre universidades, centros de pesquisa, indústria e empresas de tecnologia transformou Campinas em um polo de inovação a menos de 100 km de São Paulo. A cidade reúne formação profissional, infraestrutura científica e atividade empresarial em um mesmo território.

A construção desse ecossistema ocorreu ao longo de décadas. A industrialização ganhou força no século XX e recebeu novo impulso com a criação da Unicamp, em 1966. Depois, cresceram os institutos de pesquisa e as empresas ligadas a telecomunicações, eletrônica, informática, saúde e engenharia.

A localização contribui para a conexão com mercados consumidores e cadeias produtivas. O Parque Científico e Tecnológico da Unicamp destaca que Campinas está a menos de 100 quilômetros de São Paulo e é atendida por importantes rodovias estaduais.

A Unicamp mantém 24 unidades de ensino e pesquisa, entre institutos e faculdades. No campus principal, em Barão Geraldo, estão laboratórios, grupos científicos, estruturas de incubação de empresas e um parque tecnológico voltado à interação entre pesquisadores e negócios. A PUC-Campinas também oferece cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado.

A cidade abriga ainda o CNPEM, responsável pelo acelerador de partículas Sirius, o CPQD e o CTI Renato Archer. Essas instituições trabalham com materiais, energia, biociências, telecomunicações, microeletrônica e tecnologia da informação. A proximidade entre pesquisa acadêmica, infraestrutura científica e empresas permite levar projetos da investigação básica a protótipos e aplicações industriais.

Bosch e Samsung estão entre as grandes empresas com operações no município. A Bosch mantém uma unidade em Campinas, enquanto a Samsung possui fábrica e centro de pesquisa e desenvolvimento. A presença industrial ajudou a formar fornecedores, empregos técnicos e infraestrutura antes mesmo da expansão das startups e de negócios ligados a software, eletrônica e inovação corporativa.

Os dados mais recentes do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e da incubadora Incamp mostram 1.002 empregos diretos em 2025. No mesmo ano, startups e incubadas registraram faturamento conjunto de R$ 184 milhões. O parque chegou a 82 empresas vinculadas e manteve ocupação máxima pelo segundo ano consecutivo.

A localização, porém, não explica sozinha a posição de Campinas. O diferencial está na combinação construída ao longo do tempo entre universidade, pesquisa de grande porte, indústria, formação profissional e empresas tecnológicas. A tecnologia se somou a ciclos agrícolas, industriais e de serviços que já faziam parte da trajetória econômica da cidade.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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