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PT critica afastamento de diretores da PF determinado por André Mendonça

Bancada afirma que decisão do ministro do STF interfere nas atribuições do Executivo e tem objetivo político-eleitoral.

PT critica afastamento de diretores da PF determinado por André Mendonça
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos deputados

A bancada do PT na Câmara criticou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Diretoria de Inteligência da corporação. Para os deputados, a medida avançou sobre atribuições do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota divulgada nesta terça-feira, 8, o partido afirmou que a decisão individual não poderia retirar do comando da PF pessoas nomeadas pelo presidente da República. O documento, assinado pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), classificou a medida como uma “intervenção grave e ilegal” na estrutura administrativa e funcional da instituição.

A legenda associou o afastamento às investigações sobre o Banco Master. Na avaliação da bancada, a mudança na direção da Polícia Federal favorece politicamente a família Bolsonaro por ocorrer durante apurações que envolvem o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Questionamentos sobre imparcialidade

Os deputados petistas também colocaram em dúvida a imparcialidade de Mendonça. A bancada lembrou que o ministro declara ter sido alvo de um suposto monitoramento feito pela própria Polícia Federal e, posteriormente, ordenou providências contra os dirigentes da instituição.

“Essa circunstância suscita uma questão incontornável de impedimento ou suspeição”, afirmou o PT. Para o partido, a situação compromete a aparência de isenção esperada de um magistrado.

A nota ainda recordou que Mendonça foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro. O PT declarou que a decisão foi tomada em meio à disputa política relacionada a investigações que atingem pessoas próximas ao bolsonarismo e acusou o ministro de favorecer uma candidatura nas eleições de 2026.

A bancada apoiou o recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pediu que o Supremo restabeleça as atribuições constitucionais da Presidência da República sobre a Polícia Federal. O partido também afirmou que a corporação não deve ser colocada sob intervenção para proteger a família Bolsonaro e que ministros do STF estão sujeitos à lei e ao dever de imparcialidade.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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