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Deputados do PT criticam afastamento do diretor-geral da PF por Mendonça

Rogério Correia e Lindbergh Farias acusaram o ministro de proteger Flávio Bolsonaro nas investigações sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master.

Deputados do PT criticam afastamento do diretor-geral da PF por Mendonça
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Parlamentares governistas criticaram a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Rogério Correia e Lindbergh Farias, ambos do PT, afirmaram que a medida poderia beneficiar o senador Flávio Bolsonaro nas investigações relacionadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

Correia disse que o afastamento poderia interromper o avanço de uma delação atribuída a Antônio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, que teria sido aceita pela PF e pela Procuradoria-Geral da República. Na avaliação do deputado, o conteúdo trataria de recursos destinados ao fundo Havengate e de pagamentos relacionados à operação.

O parlamentar também associou as investigações a Flávio Bolsonaro, à família Bolsonaro e a Vorcaro. Correia afirmou que os fatos deveriam ser relacionados a lavagem de dinheiro e citou recursos aplicados pela Rioprevidência no Banco Master, no valor de 3,7 bilhões de reais. Ele acusou Mendonça de criar uma crise para impedir a divulgação dessas informações.

Lindbergh Farias fez críticas semelhantes em um vídeo publicado no X. O deputado chamou Mendonça de “fanático bolsonarista” e classificou como irresponsável a decisão de afastar o diretor-geral da Polícia Federal.

O petista afirmou que a PF, sob a direção de Andrei Rodrigues, abriu o inquérito que levou à prisão de Vorcaro. Também questionou a permanência, sob sigilo, de informações ligadas ao filme “Dark Horse” e a uma gravação na qual Flávio Bolsonaro pediria 134 milhões de reais a Vorcaro. Lindbergh defendeu que todos os envolvidos sejam investigados e que os sigilos do caso sejam levantados.

Reação governista e julgamento no STF

Um líder partidário governista avaliou que a decisão de Mendonça é mais um episódio de uma crise complexa envolvendo o STF. O parlamentar citou um recurso da Advocacia-Geral da União e disse que a medida ocorre a apenas um mês da eleição. Também defendeu uma sessão aberta e pública para analisar os casos e, se necessário, a abertura dos sigilos de todos os envolvidos.

Segundo o líder, o tempo não deve resolver a crise provocada pela sucessão de decisões e episódios. Ele classificou o afastamento como uma medida grave e afirmou não saber se há precedentes para a decisão.

O afastamento de Andrei ocorreu depois da produção de um relatório apócrifo que embasou um pedido de investigação contra Mendonça apresentado por Alexandre de Moraes. Moraes acusou o ministro de ato de improbidade administrativa e de crimes de responsabilidade e abuso de autoridade relacionados ao documento.

No despacho, Mendonça determinou que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos penais e administrativo-disciplinares. O objetivo é apurar como os documentos foram produzidos, quem ordenou a elaboração, quem os redigiu e se existem outros relatórios com finalidade semelhante.

O ministro também suspendeu a produção, a elaboração e o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar atos praticados no exercício das funções jurisdicional, de advocacia pública ou de polícia judiciária, inclusive dentro dos órgãos.

Gilmar Mendes pediu vista no julgamento que analisa o referendo da decisão de Mendonça, em análise na Segunda Turma do STF. Antes disso, Nunes Marques e Luiz Fux haviam votado a favor da decisão. Restava a manifestação de Dias Toffoli, que também integra o colegiado.

Gilmar Mendes pretende divulgar uma nota sobre a crise institucional do Supremo e pedir que a controvérsia seja resolvida pelo plenário da Corte.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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