O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) criticou, neste domingo (6/9), o uso das controvérsias envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) na campanha eleitoral. A declaração foi feita durante uma carreata em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A manifestação ocorreu após uma faixa com a mensagem “Fora Moraes” aparecer em um ato de campanha de Douglas Ruas (PL), apontado como principal adversário de Paes na disputa pelo Palácio Guanabara.
Paes afirmou que o ministro Alexandre de Moraes deve esclarecer as acusações apresentadas contra ele, mas contestou a transformação do caso em instrumento de mobilização política. “Ninguém no Brasil está acima da lei”, declarou. Na avaliação do candidato, a apuração deve seguir o devido processo, com preservação das instituições.
O candidato também relacionou o episódio à própria experiência com acusações durante a Lava Jato. Segundo Paes, sua campanha não deverá adotar uma estratégia de confronto institucional. As críticas a Moraes e ao STF passaram a ser usadas por opositores e grupos bolsonaristas como uma das bandeiras eleitorais.
Relatório e acusações
As críticas ao ministro ganharam força depois que um relatório da Polícia Federal foi tornado público pelo ministro André Mendonça no início da última semana. O documento registrou mensagens e contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O relatório também apontou contratos entre o banco e o escritório da esposa de Moraes, além de encontros entre o ministro e o empresário. As informações foram exploradas por opositores e grupos bolsonaristas, que ampliaram o uso da expressão “Fora Moraes”.
Durante a carreata, Paes voltou a mencionar sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse que não esconde o apoio a Lula, mas afirmou que a aliança política não representa subordinação. O candidato declarou manter autonomia em relação ao governo federal e negou que sua candidatura esteja condicionada às decisões do presidente.








