Brasil

Investigação mira procuradoria ucraniana após prisão de funcionário e saída de Kravchenko

Órgãos anticorrupção dizem ter identificado grupo que cobrava propina de centrais fraudulentas e lavava dinheiro por meio de imóveis e contas de terceiros.

Investigação mira procuradoria ucraniana após prisão de funcionário e saída de Kravchenko

A investigação anticorrupção na Ucrânia já levou à prisão preventiva de Serhii Kropyva, funcionário da Procuradoria-Geral, e à identificação de cinco supostos integrantes de um grupo que teria recebido propina de centrais de chamadas fraudulentas. O caso também resultou na saída do procurador-geral Ruslan Kravchenko, que nega envolvimento.

O Alto Tribunal Anticorrupção da Ucrânia determinou que Kropyva permaneça detido até 2 de novembro e estabeleceu uma fiança de 2,32 milhões de euros. Ele é suspeito de lavar bens avaliados em mais de 1,7 milhões de euros e foi afastado das funções. Kropyva era adjunto do chefe do departamento de cooperação internacional da Procuradoria-Geral.

Apurações sobre a Procuradoria-Geral

O NABU e a SAPO, órgãos anticorrupção ucranianos, afirmam que o grupo teria sido criado em meados de 2025 e reunia procuradores em atividade e pessoas de fora da Procuradoria-Geral. De acordo com os investigadores, os envolvidos recebiam pagamentos regulares para permitir que centrais fraudulentas funcionassem sem interferência.

A suspeita é de que os recursos tenham sido lavados por meio da compra de imóveis, de bens registrados em nome de terceiros e de contas bancárias de associados. O gabinete de Kravchenko foi alvo de buscas durante a investigação.

Gravações divulgadas pelo NABU mencionam uma pessoa chamada de “chefe”. Os investigadores afirmam que ela tem o patronímico Andriiovych e já comandou o Serviço Estatal de Impostos, características compatíveis com o perfil de Kravchenko. Ele não foi formalmente acusado.

Saída do procurador-geral

Kravchenko informou ter enviado seu pedido de demissão ao presidente Volodymyr Zelenskyy e ao Parlamento. Ao anunciar a decisão, disse que sua saída era política: “Não quero que o cargo de procurador-geral seja usado como instrumento de confrontação política”.

Ele também afirmou que nunca autorizou medidas para facilitar a operação de centrais ilegais nem usou o cargo para protegê-las. Em audiência, um procurador da SAPO mencionou a proximidade entre Kropyva e Kravchenko. Documentos do processo dizem que Kropyva cuidou de obras em uma casa em Kozyn, ao sul de Kiev, onde Kravchenko vive. O ex-procurador-geral declarou que sua família aluga o imóvel.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5