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Go Up pagou R$ 136,8 mil em faturas de Mário Frias, mostram documentos

Registros liberados pelo STF indicam quatro pagamentos feitos pela produtora de Dark Horse entre agosto e novembro de 2025.

Go Up pagou R$ 136,8 mil em faturas de Mário Frias, mostram documentos
Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, pagou pelo menos quatro faturas do cartão de crédito do deputado federal Mário Frias (PL-SP) entre agosto e novembro de 2025. Os pagamentos totalizaram R$ 136,8 mil, conforme documentos de uma investigação cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os comprovantes registram pagamentos de R$ 32.604,39 em agosto, R$ 34.164,08 em setembro, R$ 33.242,21 em outubro e R$ 36.857,35 em novembro. Em três dessas ocasiões, as faturas foram quitadas antes da data de vencimento.

Frias participa do projeto também como roteirista e produtor-executivo. O contrato de Dark Horse atribui a ele e a Eduardo Bolsonaro funções relacionadas ao orçamento e à administração financeira do longa. A Go Up Entertainment, com sede nos Estados Unidos, figura como produtora da obra.

Operação e linhas de investigação

Os pagamentos foram identificados dois dias depois de uma operação da Polícia Federal que teve Frias e Karina da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, entre os alvos. Realizada na quinta-feira (10/9), a ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão e investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

A PF informou que empresas sob investigação movimentaram centenas de milhões de reais. O objetivo é verificar se recursos públicos suspeitos chegaram à Go Up e se os serviços contratados foram efetivamente prestados. Entre as suspeitas estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações.

O financiamento do filme também é analisado em outra frente. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negociou um contrato de US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época, para financiar a produção. Inicialmente, haviam sido identificados R$ 61 milhões repassados ao projeto.

O STF acompanha duas linhas relacionadas ao longa: uma, sob relatoria de Flávio Dino, sobre possível uso irregular de emendas e recursos públicos; outra, sob relatoria de André Mendonça, sobre os valores repassados por Vorcaro e a participação de integrantes do entorno de Bolsonaro na captação e destinação dos recursos.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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