O desempenho dos estudantes brasileiros caiu em matemática e leitura e melhorou em ciências no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que classificou o desempenho médio do país como estável em relação a 2022.
A avaliação é aplicada a estudantes de 15 anos e mede conhecimentos, habilidades e atitudes por meio de testes cognitivos. A prova verifica a capacidade de resolver problemas complexos, pensar criticamente e se comunicar de forma eficaz. No ano passado, mais de 30 mil estudantes brasileiros participaram do Pisa.
Em matemática, a média brasileira foi de 377 pontos, dois pontos abaixo do resultado anterior e 86 pontos inferior à média da OCDE, de 463 pontos. Em leitura, o país obteve 408 pontos, também uma queda de dois pontos. A média da OCDE nessa área foi de 461 pontos.
Ciências foi a única área com avanço. A média brasileira chegou a 409 pontos, seis pontos acima da avaliação anterior, mas ainda 73 pontos abaixo da média da OCDE, de 482 pontos.
Níveis de proficiência
O Pisa tem sete níveis de proficiência. O nível 2 é considerado o patamar básico para que os estudantes participem de forma significativa da sociedade. Já os níveis 5 e 6 correspondem ao alto desempenho.
Em matemática, 28% dos estudantes brasileiros alcançaram pelo menos o nível 2, ante 65% na média da OCDE. Quase nenhum estudante do país chegou aos níveis 5 ou 6, enquanto esse resultado foi registrado por 8% dos alunos na média da organização.
Em leitura, 49% dos brasileiros atingiram pelo menos o nível 2, contra 69% na média da OCDE. Apenas 1% alcançou o nível 5 ou superior, ante 6% na média internacional.
Em ciências, 48% chegaram ao nível 2 ou acima, enquanto a média da OCDE foi de 74%. O alto desempenho, nos níveis 5 ou 6, foi alcançado por 1% dos estudantes brasileiros, contra 7% na média da organização.
A OCDE afirmou que os resultados brasileiros permaneceram praticamente estáveis em 2025 na comparação com 2022. Segundo a organização, essa estabilidade é observada nas três disciplinas desde 2015.








