Política

Soninha defende impeachment de ministros do STF e critica polarização

Candidata ao Senado por São Paulo também apresentou posições sobre cannabis, aborto, suplência e temas do debate nacional.

Soninha defende impeachment de ministros do STF e critica polarização

A candidata ao Senado por São Paulo Soninha Francine, do Cidadania, defendeu a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante entrevista realizada nesta sexta-feira (4). Na avaliação dela, decisões e condutas de integrantes da Corte ultrapassaram os limites das atribuições do tribunal e exigem uma resposta do Congresso.

Soninha também criticou a falta de informações sobre viagens internacionais de ministros para eventos e afirmou que o STF precisa de um código de ética. Ela citou Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes ao dizer que há elementos para que pedidos de impeachment sejam analisados pelo Legislativo.

A candidata se apresentou como uma política de centro-esquerda, mas afirmou que consegue dialogar com setores da direita. Também criticou posições radicais e disse que partidos de esquerda mudaram ao longo do tempo. Ao comentar os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que há contradições entre discursos históricos e medidas adotadas.

No Senado, Soninha propôs rever as regras de suplência. Ela questionou a possibilidade de alguém assumir o mandato sem ter sido eleito diretamente e citou os senadores Marcos Pontes e Mara Gabrilli como exemplos de parlamentares cujo trabalho, segundo ela, nem sempre é conhecido pelos eleitores. Também mencionou a sucessão da vaga de Major Olímpio, que morreu em 2021 após complicações da Covid 19. Alexandre Giordano assumiu o posto.

Sobre cannabis, a candidata defendeu a ampliação das pesquisas e o uso medicinal, citando Parkinson, Alzheimer e autismo. Israel foi apontado por ela como referência em estudos e aplicações terapêuticas. Soninha também se declarou favorável à legalização recreativa, mas avaliou que o Brasil ainda não está preparado para esse debate.

Em relação ao aborto, afirmou que a discussão não deveria ficar limitada à legalização ou à proibição. Ela mencionou gestações resultantes de relações não consentidas, inclusive dentro do casamento, e disse que a criminalização não elimina o problema nem garante condições seguras.

Soninha criticou a polarização e afirmou que grupos extremos usam estratégias semelhantes ao estimular a hostilidade contra o lado oposto. Também declarou que tanto Jair Bolsonaro quanto Lula têm falas machistas e populistas.

No bate-papo final, a candidata se declarou favorável à legalização do aborto, da maconha, ao fim do foro privilegiado, ao teto de gastos e ao impeachment de ministros do STF. Foi contra o voto impresso e as apostas esportivas, defendeu câmeras nos uniformes policiais e apoiou a redução da maioridade penal apenas em parte. Ao ser questionada sobre personalidades, chamou Lula de mitômano, Bolsonaro de desqualificado, Davi Alcolumbre de nocivo, André Mendonça de firme e Alexandre de Moraes de errado.

Ela afirmou que pretende manter claras suas posições caso seja eleita e que os eleitores poderão acompanhar suas decisões e eventuais mudanças de opinião.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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