A nova queixa apresentada pela ONG britânica FairSquare contra Gianni Infantino ocorre após uma denúncia anterior da organização ter sido negada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). A entidade acusa o presidente da Fifa de uso indevido do poder e levou oito episódios à Comissão de Ética da federação.
Em julho deste ano, a FairSquare havia recorrido ao COI. Na ocasião, afirmou que Infantino descumpriu o compromisso de atuar com independência em relação a interesses políticos e comerciais, previsto na Carta Olímpica. A denúncia não foi aceita pelo comitê.
Relação com Donald Trump
A proximidade entre Infantino e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, é um dos pontos citados na nova reclamação. Para a ONG, essa relação pode ter influenciado “violações de regras de neutralidade política”.
A organização também menciona a situação envolvendo Folarin Balogun durante a Copa do Mundo deste ano. O jogador dos Estados Unidos recebeu cartão vermelho nas oitavas de final, mas a expulsão foi anulada depois de pressão de Trump. Com isso, o atacante pôde enfrentar a Bélgica na fase seguinte.
Outro episódio apontado é a entrega do Prêmio da Paz da Fifa, de 2025. A condecoração simbólica foi concedida por Gianni Infantino a Donald Trump.
Esta é a segunda denúncia da FairSquare contra o dirigente da Fifa. A nova queixa foi formalizada junto à Comissão de Ética da entidade.








