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Mapa de Trump provoca reação diplomática da Islândia aos Estados Unidos

Ministério das Relações Exteriores islandês considerou inadequada a inclusão do país em uma representação sob a bandeira norte-americana.

Mapa de Trump provoca reação diplomática da Islândia aos Estados Unidos

A ministra das Relações Exteriores da Islândia, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir, convocou o embaixador dos Estados Unidos, Billy Long, para protestar contra um mapa divulgado por Donald Trump. A imagem representa a Islândia como parte do território norte-americano e também inclui México, Canadá, todo o Caribe e a Groenlândia sob a bandeira dos EUA.

O mapa foi publicado por Trump na segunda-feira (7), em meio a uma sequência de cerca de 37 postagens feitas em 10 horas na rede social Truth Social. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores islandês afirmou que o encontro com o embaixador teve o objetivo de comunicar a posição do governo. “Essa imagem era completamente inadequada”, disse o representante do ministério.

A reação da Islândia ocorreu antes da de outros países incluídos na publicação. O episódio se soma às declarações e iniciativas de Trump relacionadas à Groenlândia, território autônomo dinamarquês, que provocaram incertezas sobre a relação entre os Estados Unidos e a Islândia.

Defesa e relação diplomática

Desde a independência, em 1944, a Islândia não mantém um exército. A segurança do país depende da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de um acordo bilateral de defesa firmado com os Estados Unidos em 1951.

A relação entre os dois países também foi tensionada quando o embaixador norte-americano na capital islandesa, Reykjavík, afirmou, em tom de brincadeira, que a Islândia poderia se tornar o 52º estado dos Estados Unidos.

Apesar das incertezas, os islandeses rejeitaram a retomada das negociações para adesão à União Europeia (UE) em um referendo realizado em 29 de agosto, reforçando a preferência pela manutenção da atual situação diplomática do país.

Críticas internas nos Estados Unidos

Observadores e críticos de Trump interpretaram a insistência em alterar representações territoriais para a bandeira norte-americana como uma forma de desviar a atenção em um período de baixa histórica no índice de aprovação do presidente. Eles também relacionaram o momento à possibilidade de derrota em novembro, nas eleições que definirão o controle do Congresso.

Um grupo de republicanos que se opõe a Trump publicou nas redes sociais uma mensagem em que chamou o presidente de “louco”.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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