Política

Cury aposta em escuta na Rocinha, enquanto adversários levam denúncias à TV

Programas de Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury combinaram propostas, críticas e referências a casos controversos.

Cury aposta em escuta na Rocinha, enquanto adversários levam denúncias à TV

Augusto Cury estreou um novo anúncio no horário eleitoral com cenas gravadas na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e uma mensagem de aproximação com os moradores. O candidato do Avante aparece em uma roda de conversa e afirma: "Eu vim aqui para escutar vocês, de todo o coração". A peça reforça a imagem de uma candidatura distante da polarização.

O programa, exibido na tarde deste sábado (5), usa uma adaptação de “Rap da Felicidade”. Cury aparece no mirante conhecido como laje Porta do Céu, ao lado de moradores. O jingle diz: “Eu só quero é ser feliz/ junto com Augusto Cury/ presidente do Brasil”. Com 35 segundos de propaganda, o candidato também apresenta a proposta de criar 10 mil “clubes de empreendedorismo”, principalmente para jovens. Ele defende ainda uma dessas escolas na comunidade e um “banco do empreendedor” para ampliar o acesso ao crédito.

Caiado associa adversários a denúncias

Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, dedicou seu programa ao caso do Banco Master e aos acontecimentos recentes no Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia foi relacionar Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro aos problemas citados e se apresentar como uma alternativa aos dois.

O ex-governador de Goiás afirmou que haveria uma estrutura política responsável por corroer o país e questionou contratos e relações ligados à denúncia na Suprema Corte. Caiado também disse que Lula e Flávio deveriam prestar esclarecimentos.

A propaganda exibiu imagens dos dois candidatos acompanhadas de referências a escândalos e denúncias. O material mencionou Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente, sobre quem pesam suspeitas de tráfico de influência. Também citou o senador Jaques Wagner (PT-BA), associado ao caso Master e que deixou a liderança do governo no Senado.

Flávio foi relacionado à investigação sobre a venda de joias durante o governo de Jair Bolsonaro e à apuração de “rachadinha” em seu gabinete, no período em que era deputado estadual no Rio de Janeiro. Ao final, Caiado pediu que o eleitor pesquisasse seu nome para conhecer sua trajetória.

Inflação e crítica a Lula

A propaganda de Flávio Bolsonaro, exibida antes da de Lula, retomou uma gravação feita em um supermercado. O candidato criticou a inflação, mencionou a redução do conteúdo de alguns produtos e vinculou o endividamento das famílias à política fiscal do governo Lula.

Flávio prometeu cortar impostos caso seja eleito e trabalhar pela redução dos juros. Na avaliação apresentada no programa, a medida poderia diminuir preços, estimular a produção, aumentar o emprego e elevar o consumo. Ele também classificou o governo atual como um peso para a população.

O bloco terminou com um trecho de discurso de Lula em um ato de campanha realizado no sábado passado (29), em Belo Horizonte. A gravação reproduz uma fala sobre trabalhadores que recolhem lixo, apresentada pela campanha de Flávio como ofensiva. O PT afirmou que o trecho foi retirado de contexto e que houve distorção nas redes sociais.

Depoimentos exibidos pelo programa classificaram a declaração como “ofensiva”, “lamentável” e “péssima”. Flávio já havia acusado Lula de tentar humilhar os garis. No discurso, porém, o presidente falava sobre oportunidades e sobre a invisibilidade de determinados trabalhos na sociedade.

Programa de Lula mira eleitoras

A campanha de Lula concentrou o programa nas mulheres. A peça associou Flávio a declarações machistas feitas por Jair Bolsonaro, seu pai, e questionou qual país o eleitor deseja para suas filhas. O anúncio mostrou episódios em que o ex-presidente destrata deputadas e jornalistas.

Nos momentos finais, uma atriz afirmou que Flávio cresceu em uma família preconceituosa e colocou em dúvida sua capacidade de defender as mulheres. O programa também apresentou medidas atribuídas ao governo Lula e contou com a participação da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja.

A mensagem destacou ações relacionadas à segurança pública, ao combate aos feminicídios e à inclusão das mulheres no centro das políticas públicas. As quatro campanhas exibidas no sábado combinaram propostas próprias com ataques e referências a declarações, investigações e escândalos associados aos adversários.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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