GOIÂNIA — O candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva não teria autoridade para defender a soberania nacional. Na avaliação de Caiado, o presidente teria permitido que o Brasil ficasse sob influência de facções criminosas.
A declaração foi dada durante entrevista coletiva após a participação de Caiado no desfile cívico realizado no Centro de Goiânia. “Como é que o presidente Lula vai defender soberania se ele entregou [o Brasil] a facções criminosas?”, questionou.
Críticas ao governo federal
Caiado também afirmou que o governo Lula não desenvolveu uma política estruturante relacionada à soberania. Ele criticou ainda os discursos do presidente sobre cidadania, alegando que órgãos institucionais estariam desmoralizados e envolvidos em corrupção.
Na noite anterior, Lula havia usado um pronunciamento em rede nacional relacionado ao Dia da Independência para defender a soberania do país. Sem citar diretamente os Estados Unidos, o presidente defendeu o livre comércio, disse que as riquezas brasileiras pertencem ao povo e afirmou que o Brasil não será “colônia de ninguém”.
O candidato do PSD declarou que Goiás seria o único estado capaz de comemorar de fato o Dia da Independência. Para sustentar a afirmação, disse que outras regiões do país estariam com territórios ocupados pelo crime organizado.
Caiado também associou ao governo federal denúncias relacionadas ao Caso Master. O caso é descrito como envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ao comentar o cenário, ele citou corrupção, desordem e falta de credibilidade nas instituições do governo federal.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Além de Lula, Caiado criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial. Para o candidato do PSD, nenhum dos dois teria autoridade moral para participar da eleição. “Nem Lula e nem Flávio”, afirmou, ao dizer que esse critério pesará na corrida até o dia 4 de outubro.








