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Sewell: a cidade chilena construída em escadarias sobre uma mina de cobre

Erguida nos Andes, Sewell chegou a abrigar cerca de 15 mil pessoas e foi reconhecida como Patrimônio Mundial em 2006.

Construída nas encostas dos Andes chilenos, Sewell nasceu para atender à operação da mina El Teniente. A cidade foi instalada a mais de 2 mil metros de altitude, cerca de 60 quilômetros a leste de Rancagua, e chegou a reunir cerca de 15 mil moradores antes de perder sua população permanente na década de 1970.

A ocupação começou em 1905, quando o engenheiro norte-americano William Braden recebeu autorização para explorar o depósito de cobre de El Teniente. A Braden Copper Company montou estruturas industriais, casas e uma ferrovia para ligar o complexo montanhoso a Rancagua. O assentamento passou a funcionar como uma comunidade dedicada quase inteiramente à mineração.

O relevo do Cerro Negro impediu a formação de uma cidade convencional. Com encostas íngremes, clima severo e neve intensa no inverno, o local exigia outra solução urbana. Em vez de ruas voltadas para veículos, Sewell foi organizada ao redor de uma grande escadaria, próxima à estação ferroviária, que conectava os diferentes níveis da cidade. Outras escadas e passagens estreitas davam acesso às moradias e aos serviços, enquanto pequenas praças ocupavam os espaços disponíveis entre os edifícios.

Uma cidade planejada para a mineração

El Teniente cresceu até ser considerada pela UNESCO a maior mina subterrânea de cobre do mundo, conforme a classificação usada pela organização. A presença de trabalhadores e suas famílias exigia escolas, comércio, atendimento médico e espaços comunitários perto das instalações de mineração.

No período de maior expansão, por volta de 1968, Sewell ocupava aproximadamente 175 mil metros quadrados. Seus edifícios de madeira, muitos pintados de verde, vermelho, amarelo e azul, acompanhavam o formato irregular da montanha. A ferrovia era o principal elo da comunidade com outras áreas da região.

A partir da segunda metade do século XX, a empresa passou a transferir trabalhadores e familiares para Rancagua. A mudança reduziu gradualmente o número de moradores e deixou grande parte de Sewell vazia durante a década de 1970. Alguns prédios foram demolidos nas décadas seguintes, mas o processo foi interrompido com o aumento do interesse pela preservação do patrimônio industrial.

O Conselho de Monumentos Nacionais do Chile considera singular a configuração da cidade, baseada em escadas e caminhos destinados principalmente a pedestres. A UNESCO reconheceu Sewell como Patrimônio Mundial em 2006.

Hoje desabitada, a cidade conserva casas, instalações industriais, escadarias e sistemas de água e energia. O conjunto registra a formação de uma comunidade ligada diretamente à mina e a combinação entre mão de obra chilena, capital estrangeiro e tecnologias de mineração usadas na expansão da produção de cobre no país.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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